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Retrospectiva - 17 diretoras de cinema que se destacaram em 2016

Quantos filmes dirigidos por mulheres você assistiu em 2016?
Um dos anos mais polêmicos da história está chegando ao fim, mas ainda é preciso falar sobre a participação feminina na Sétima Arte. No início de 2016, a organização Women in Film (WIF) criou uma campanha chamada #52FilmsByWomen para incentivar o espectador a assistir mais filmes com diretoras do sexo feminino. 

Pensando nisso, o Película Criativa traz uma lista especial com as diretoras que deixaram sua marca em 2016. Entre os nomes de destaque, Maren Ade ("Toni Erdmann"), Andrea Arnold ("American Honey"), Sharon Maguire ("O Bebê de Bridget Jones") e Rebecca Miller ("O Plano de Maggie") chamaram a atenção da crítica e do público em 2016.

Confira abaixo as cineastas que se destacaram nesta temporada!

17. Lolo - O Filho da Minha Namorada, de Julie Delpy

O filme foi exibido durante o Festival Varilux de Cinema Francês e traz a história de Violette (Julie Delpy), uma sofisticada parisiense quarentona que trabalha no mundo da moda. Durante as férias no litoral da França, ela se apaixona por Jean-René (Dany Boon), um modesto técnico de informática recém-divorciado. Ele não perde tempo em se juntar a sua amada em Paris, mas suas diferentes origens sociais e Lolo (Vincent Lacoste), o filho dela de 19 anos, não tornarão as coisas tão fáceis.

Leia também: Lolo - O Filho da Minha Namorada é uma comédia romântica mais sombria que você imagina (resenha).

16. Jogo do Dinheiro, de Jodie Foster

Lee Gates (George Clooney) é o apresentador de um programa de TV que dá dicas sobre o mercado financeiro. Um dia, um desconhecido (Jack O'Connell) invade as gravações do programa e obriga Lee a vestir um colete repleto de explosivos. Patty Fenn (Julia Roberts), a produtora do programa, imediatamente ordena que o mesmo saia do ar, mas o invasor exige que ele permaneça ao vivo, caso contrário matará Lee. A partir de então, tem início uma investigação incessante para descobrir quem é o sequestrador.


15. Mate-me Por Favor, de Anita Rocha da Silveira

O primeiro longa-metragem da diretora carioca traz uma história que mescla mistério, drama e humor, tendo como pano de fundo uma série de assassinatos que despertam a imaginação de um grupo de jovens.


14. O Bebê de Bridget Jones, de Sharon Maguire

A jornalista Bridget Jones (Renée Zellweger) sempre lutou contra a balança e por um grande amor. Entre altos e baixos na sua vida, tudo parece caminhar bem até descobrir que aos 40 anos está grávida e não tem certeza sobre a paternidade do bebê.


13. O Que Está Por Vir, de Mia Hansen-Løve

O quinto longa-metragem da cineasta francesa é uma história sobre recomeço. Nathalie Chazeaux (Isabelle Huppert) é uma professora de filosofia em Paris, onde vive com a família. A aparente harmonia com que leva sua vida, dividida entre os filhos, os alunos e a mãe possessiva, é rompida quando seu marido pede o divórcio e decide deixá-la por outra mulher. Passado o choque inicial, Nathalie se percebe em completa liberdade e com ânsia por reinventar sua maneira de viver.

12. Ninguém Deseja a Noite, de Isabel Coixet

Josephine Peary (Juliette Binoche) é uma expedicionária que viaja ao Polo Norte em busca de seu marido, desbravador. Dona de fortes convicções sobre a vida e o seu trabalho, ela muda por completo sua visão do mundo após um inesperado encontro com a esquimó Allaka (Rinko Kikuchi).

Leia também: Conheça a trajetória da cineasta espanhola Isabel Coixet

11. De Amor e Trevas, de Natalie Portman

Natalie Portman, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, é a diretora do longa baseado no livro de memórias de Amos Oz. Ambientado durante a guerra em Jerusalém, o filme acompanha um garoto que cresce num apartamento lotado de livros dos mais diferentes idiomas. Aos doze anos de idade sua mãe comete suicídio, mudando para sempre a vida da família. Após a tragédia, ele entra para um kibbutz, muda seu nome e começa a trabalhar como escritor, participando ativamente da vida política do país.


10. Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert

A cineasta brasileira apresenta o drama de Pierre, um adolescente que descobre que foi roubado de sua família biológica. Confuso, ele vai atrás de seus parentes, que o conhecem como Felipe, e a nova realidade faz com que o rapaz encontre finalmente sua real identidade.


9. Tallulah, de Sian Heder

Tallulah (Ellen Page) toma o filha de uma mulher irresponsável. Ela finge que o bebê é seu e de seu namorado, que roubou todo seu dinheiro e sumiu. Agora, Tallulah usa a criança para tentar conseguir dinheiro com a mãe do rapaz (Allison Janney). Mas o que a jovem não esperava é que a mulher fosse ficar feliz com a ideia de ser avó.

8. A Intrometida, de Lorene Scafaria

Para Marnie Minervini (Susan Sarandon) a maternidade não é um dever, mas sim uma vocação. Mesmo após a recente morte do marido, ela não deixa de ser alegre, sempre mandando mensagens, ligando e aparecendo sem avisar na casa da filha, Lori (Rose Byrne). Almejando algum controle sobre sua vida, principalmente após o término de um relacionamento, Lori tenta sair das asas da mãe, mas Marnie segue a filha até Los Angeles e acaba desenvolvendo uma conexão com um policial (J.K. Simmons).


7. A United Kingdom, de Amma Asante

Também inédito no Brasil (com estreia prevista para 2017), o longa acompanha Seretse Khama (David Oyelowo), o primeiro presidente do Botswana. Ele causa uma polêmica de proporções nacionais ao se casar com uma mulher branca (Rosamund Pike).


6. O Plano de Maggie, de Rebecca Miller

Maggie (Greta Gerwig) está solteira, mas deseja muito ter um filho e conta com a ajuda de um antigo colega para gerar a produção independente. Na mesma época, ela conhece John (Ethan Hawke) e, enquanto o auxilia no desenvolvimento de seu novo livro, acaba envolvida romanticamente com o intelectual, que tem uma esposa com fama de megera (Julianne Moore).


5. Rainha de Katwe, de Mira Nair

Phiona Mutesi é uma jovem de Uganda que faz de tudo para alcançar o seu objetivo de se tornar uma das melhores jogadoras de xadrez do mundo. Órfã de pai e moradora de uma região bem pobre, Mutesi foi obrigada a largar a escola por falta de dinheiro, mas agora está decidida a enfrentar todos os obstáculos para tornar seu sonho realidade.

4. American Honey, de Andrea Arnold

Ganhador do Prêmio do Júri do Festival de Cannes, o longa acompanha a personagem Star (Sasha Lane), uma adolescente que busca viver aventuras e decide cruzar o território do meio-oeste dos Estados Unidos vendendo assinaturas de revistas. No meio da viagem, ela entra numa loucura de festas, crimes e amores junto com um grupo de desajustados.


3. Agnus Dei, de Anne Fontaine

Durante o fim da Segunda Guerra Mundial, na Polônia, a enfermeira francesa Mathilde (Lou de Laâge) descobre que as freiras moradoras de um convento vizinho foram estupradas por soldados invasores. Muitas delas estão grávidas. Apesar da ordem de prestar socorro apenas aos franceses, Mathilde começa a tratar secretamente de todas as freiras e madres. Ela deve enfrentar os julgamentos das próprias pacientes, que se sentem culpadas por terem violado o voto de castidade, e se recusam a ter o corpo tocado por quem quer que seja, mesmo uma enfermeira.


2. Meu Rei, de Maiwenn

Depois de um grave ferimento no joelho, Marie Antoinette Jézéquel, conhecida como Tony, se muda para o sudoeste da França para realizar um longo tratamento capaz de ajudá-la a caminhar normalmente. Mas esta não é a sua maior dor: ela ainda amarga um relacionamento infeliz com Georgio Milevski, um homem violento e possessivo com quem tem um filho. Aos poucos Tony consegue se recompor e aprende a se defender de seu marido. 

Leia também: Meu Rei, filme com Emmanuelle Bercot e Vincent Cassel (resenha)


1. Toni Erdmann, de Maren Ade

Representante alemão na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, o filme traz a história de Winfried (Peter Simonischek), um senhor que gosta de levar a vida com bom humor, fazendo brincadeiras que proporcionem o riso nas pessoas. Seu jeito extrovertido fez com que se afastasse de sua filha, Ines (Sandra Hüller). Percebendo o afastameto, Winfried decide visitar a filha na cidade em que ela mora, Budapeste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha, o que faz com que ele volte para casa. Tempos depois, Winfried ressurge na vida de Ines sob o alter-ego de Toni Erdmann, especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

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nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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