DESTAQUES
Pesquisar

Sessão Nostalgia - Grace Kelly, a princesa da Sétima Arte

No dia 12 de novembro, Grace Kelly completaria 87 anos. 
Em homenagem à atriz americana que virou princesa de Mônaco, o Película Criativa apresenta uma retrospectiva com os destaques da sua carreira.
Diva eterna do cinema, Grace Kelly não se encaixava nos estereótipos dos artistas da década de 1950. Num período marcado por musas extravagantes, como Rita Hayworth, Lauren Bacall e Marilyn Monroe, que hipnotizavam os espectadores com a dose ideal de charme e sensualidade, Grace destacou-se através da elegância. 

Ela viveu o que pode ser definido como um conto de fadas. Após estabelecer uma carreira de sucesso em Hollywood, trazendo no currículo trabalhos com o mestre Alfred Hitchcock, ela virou princesa de Mônaco e manteve-se no centro das atenções até sua trágica morte, em 1982.

Primeiros passos

Grace Patricia Kelly nasceu no dia 12 de novembro de 1929, no estado da Pensilvânia, como a segunda filha de John B. Kelly e de Margaret Katherine Maier. Desde criança, sempre teve o sonho de se tornar uma atriz. Aos doze anos de idade, Grace Kelly atuou em uma pequena peça chamada "Don't Feed the Animals", na Filadélfia. 


Em 1947, ela viajou para Nova York a fim de tentar a sorte. Inicialmente, trabalhou como modelo e, quase dois anos depois, conseguiu estrear na Broadway. Grace Kelly também estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas, onde passaram atores como Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Spencer Tracy.

Com uma beleza intemporal, a jovem rapidamente ganhou destaque na indústria cinematográfica de Hollywood. Em 1951, aos 22 anos, Grace Kelly estreou no cinema com o longa "Horas Intermináveis" (Fourteen Hours). Foi no ano seguinte que ela conquistou a fama através de "Matar ou Morrer" (High Noon), filme estrelado por Gary Cooper.

Sucesso em Hollywood

Demorou pouco para que Grace Kelly se tornasse uma estrela de cinema. Em 1954, um ano depois de brilhar com Clark Gable e Ava Gardner em "Mogambo" (1953), ela ganhou o papel de protagonista no clássico de suspense "Disque M para Matar" (Dial M For Murder), de Alfred Hitchcock. O longa foi bem recebido pela crítica especializada que elogiou sua atuação no filme, afirmando que "ela fez um bom trabalho como a esposa espantada e triste". Kelly, que fora "emprestada" pela MGM para atuar no filme (produzido pela Warner Bros.), passou a ser chamada  de "a musa de Hitchcock".


Ainda em 1954, novamente sob as lentes do diretor, ela deslanchou com outro clássico da telona: "Janela Indiscreta" (Rear Window). Apesar de todo seu sucesso nas prdouções de Hitchcock, foi sob a direção de George Seaton que Grace Kelly recebeu o prêmio mais cobiçado de Hollywood. Ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo filme "Amar é sofrer" (Country Girl), no qual fez a esposa de um artista fracassado, interpretado por Bing Crosby.  

Em 1955, ela atuou ao lado de Cary Grant no longa "Ladrão de Casaca" (To Catch a Thief), em Mônaco - a estrada em que viria a falecer mais tarde aparece no filme. Grace Kelly voltou a atuar com William Holden em "As Pontes de Toko-Ri" (The Bridges at Toko-Ri). Em seu último filme, "Alta Sociedade" (High Society), de 1956, ela atuou ao lado de Bing Crosby e Frank Sinatra.

Como atriz, Grace Kelly estrelou onze filmes e recebeu dez nomeações aos principais prêmios da indústria cinematográfica mundial, tais como o BAFTA e o Globo de Ouro, das quais venceu seis vezes. Além de ser uma das grandes lendas do cinema, Kelly também é considerada um ícone da moda.

A princesa mais bela do mundo


Foi em 1955, durante o Festival de Cannes, que Grace Kelly conheceu seu futuro marido, o Princípe Rainier de Mônaco. O amor entre os dois aconteceu “à primeira vista” e, um ano depois, o conto de fadas concretizou-se com o casamento de ambos. Ela foi proibida de retomar sua carreira em Hollywood (Rainier determinou que os filmes da mulher fossem banidos do principado), mas nunca ficou afastada dos holofotes.

Além de atriz, ícone da moda e aristocrata, Grace Kelly também foi uma filantropa dedicada. Seus trabalhos humanitários se intensificaram após seu casamento com o príncipe e patrocinou várias instituições sociais.

Longe das telas, Grace teve três filhos com Rainier: Caroline (nascida em 1957), Albert (1958) e Stephanie (1965). 

Em 14 de setembro de 1982, Grace Kelly morreu em um acidente de carro em Monte Carlo, após sofrer um derrame cerebral, aos 52 anos. Sua filha Stéphanie, que estava com a mãe, foi acusada de ter conduzido o veículo e causado o acidente.
SalvarSalvar
SalvarSalvar



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


0 comentários on “Sessão Nostalgia - Grace Kelly, a princesa da Sétima Arte

    Sua opinião é muito importante!