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Destaques do Festival do Rio 2016 chegam ao CineSesc na próxima semana

A programação conta com 19 produções que fizeram parte do line-up do festival carioca.
O CineSesc realizará, entre os dias 17 e 23 de novembro, uma mostra com destaques da edição mais recente do Festival do Rio. A programação será composta por documentários, filmes clássicos e "Fala Comigo", longa dirigido por Felipe Sholl que recebeu o prêmio do júri do Festival e é inédito em São Paulo.

Entre os títulos, estão "Voyage of Time", de Terrence Malick; "E a Mulher Criou Hollywood", média-metragem das irmãs Julia e Clara Kuperberg; "O pós-minimalismo de Eva Hesse", da diretora Maria Begleiter; "JT LeRoy – A História de um Autor", de Jeff Feuerzeig, e "O Medo em Si", do jovem diretor Charlie Lyne.

Também ganharão sessões clássicos do cinema de terror produzidos pela Universal Studios entre as décadas de 1930 e 1950, que figuraram na mostra Universal Monsters nesta edição do festival. Entre eles, "Drácula" (1931), "A Múmia" (1932) e "O Homem Invisível" (1932).

"E a Mulher Criou Hollywood" (DCP, Dir.: Julia Kuperberg e Clara Kuperberg, França, 2015, 52 min.)

O primeiro filme falado foi dirigido por Alice Guy. O primeiro filme colorido foi produzido por Lois Weber. Frances Marion escreveu roteiros para a estrela de Hollywood Mary Pickford e ganhou dois Oscar na categoria. Dorothy Arzner, por sua vez, foi a diretora mais poderosa da indústria cinematográfica americana. Mas o que elas têm em comum? Todas são mulheres e todas foram esquecidas. Mesmo sub-representadas, as mulheres foram muitas vezes protagonistas nos bastidores de Hollywood. Este documentário se propõe a descobrir a história ainda não contada dessas heroínas.

Quinta-feira, 17/11, 15h. Domingo, 20/11, 19h.

O Homem Invisível (DPC, Dir.: James Whale, EUA, 1932, 71 min.)

O cientista Jack Griffin trabalha no laboratório do Dr. Cranley, onde tem toda a liberdade para investir em seus próprios experimentos. Até que um dia ele desaparece, deixando Flora, filha de Cranley, preocupada. Griffin está escondido em um pequeno hotel, onde tenta reverter o resultado de um teste que infligiu em si mesmo e que o deixou invisível. No entanto, a droga que ele utilizou tem também um terrível efeito colateral: ela o deixa extremamente agressivo e perigoso. Agora, ele fará de tudo para conseguir reaver sua aparência. Baseado no romance H.G. Wells.

Quinta-feira, 17/11, 17h.

Voyage of Time: Life’s Journey (DCP, Dir.: Terrence Malick, EUA/França/Alemanha, 2016, 90 min.)

Este ambicioso e épico documentário do diretor Terrence Malick (Além da linha vermelha, A árvore da vida) é uma viagem no tempo pela história do universo: testemunhamos o nascimento das estrelas e a evolução da vida na Terra, nos maravilhamos com a grandeza do Sol e dos planetas e mergulhamos nas profundezas dos oceanos, onde criaturas incandescentes flutuam na escuridão. Com narração da atriz Cate Blanchett, o filme é um olhar contemplativo sobre a grandeza do infinito que nos envolve, através de imagens tanto reais quanto fabricadas.

Quinta-feira, 17/11, 19h. Sábado, 19/11, 17h.

Fala Comigo (DCP, Dir.: Felipe Sholl, Brasil, 2016, 92 min.)

Diogo, 17 anos, gosta de ligar para as pacientes da sua mãe psicanalista e se masturbar enquanto as ouve. Uma dessas pacientes é Ângela, 43, que acabou de ser abandonada pelo marido. Quando Diogo liga para Ângela e não fala nada, ela pensa ser o marido na linha. Ao descobrir que é Diogo, sente raiva, repulsa. Mas principalmente sente-se atraída por essa pessoa que liga para ela todo dia. Apaixonados, eles precisam encontrar uma maneira de permanecerem juntos. Mas os obstáculos são inúmeros. ​

Quinta-feira, 17/11, 21h30.

Tio Bernard – Uma Antilição de Economia (DCP, Dir.: Richard Brouillette, Canadá/Espanha, 2015, 79 min.)

​Em uma mesa, atrás de uma caneca de chá, senta-se Bernard Maris, editor do jornal satírico francês Charlie Hebdo e professor de economia da Universidade de Paris. Com alegria, ele debocha de todo o repertório neoliberal, critica a economia em sua tentativa de posar como ciência e aponta inúmeras inconsistências do sistema econô­mico em vigor. Filmado em 2000, muito antes da crise que abalou economias pelo mundo e do atentado terrorista que o vitimou naquele mesmo local, este documentário profético é um retrato raro de uma das mais influentes figuras francesas de seu tempo.

Sexta-feira, 18/11, 15h. Segunda-feira, 21/11, 17h.

O Lobisomem (DCP, Dir.: George Waggner, EUA, 1941, 70 min.)

Após a morte de seu irmão mais velho, Larry Talbot volta ao lar de sua família, no País de Gales, depois de 18 anos nos Estados Unidos. Lá ele conhece a jovem Gwen Conliffe, por quem se encanta. Certa noite, os dois saem para passear junto com Jenny Williams, amiga de Gwen, por um campo onde vivem ciganos. Jenny é atacada por um lobisomem, que Larry mata, não sem antes ser mordido por ele. Eles logo descobrem que se trata de um cigano de nome Bela. É quando a mãe do cigano avisa a Larry que ele agora também é um lobisomem e que irá se transformar em lobo em todas as noites de lua cheia.

Sexta-feira, 18/11, às 17h.

O pós-minimalismo de Eva Hesse (DCP, Dir.: Marcie Begleiter, EUA/Alemanha, 2016, 105min.)

Eva Hesse foi uma das mais importantes artistas do pós-guerra nos Estados Unidos. Vitimida por um tumor cerebral aos 34 anos, em apenas uma década se tornou uma figura central na fundação do movimento pós-minimalista através de trabalhos pioneiros e densos que desafiaram a fácil categorização. Este documentário - o primeiro a dar conta de sua vida e obra - conta com depoimentos de grandes nomes como Sol LeWitt, Richard Serra e Dan Graham para resgatar a personalidade apaixonada de uma das primeiras mulheres a desafiar um dos muitos contextos profissionais dominados por homens.​

Sexta-feira, 18/11, 19h. Terça-feira, 22/11, 17h.

Frankenstein (DCP, Dir.: James Whale, EUA, 1931, 71 min.)

O jovem cientista Dr. Henry Frankenstein está obcecado em provar sua teoria de criação de vida a partir dos mortos. Ao lado de seu assistente, o corcunda Fritz, ele recolhe partes de cadáveres para construir este novo corpo. Quando falta apenas o cérebro, Fritz rouba inadvertidamente o de um assassino recentemente enforcado. O experimento tem sucesso e logo o monstro cria vida, mas não demora para que surjam impulsos assassinos. É quando Frankenstein se dá conta da natureza aterradora de seu trabalho. Baseado no romance gótico de Mary Shelley, um dos maiores clássicos do horror. ­

Sexta-feira, 18/11, 21h30.

O Monstro da Lagoa Negra 3D (DCP, Dir.: Jack Arnold, EUA, 1954, 79 min.)

Uma expedição geológica à Amazônia desvenda fósseis de um esqueleto com dedos com membranas, que atestam ligações entre animais terrestres e aquáticos, na região da mítica Lagoa Negra. O professor Carl Maia e seu amigo David Reed, membros do Instituto de Biologia Marinha, conseguem dinheiro para uma nova expedição a fim de buscar mais evidências. Eles partem de volta ao local, contando ainda com a companhia de Kay Lawrence, namorada de Reed. Ao chegarem ao sítio arqueológico, eles descobrem que os homens que ali estavam foram assassinados por uma misteriosa criatura meio homem, meio anfíbio.

Sexta-feira, 18/11, 23h.

França (DCP, Dir.:Raymond Depardon, França, 2016, 84 min.)

Depois dos ataques ao jornal Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, o documentarista Raymond Depardon (1974, Une Partie de Campagne, Profils Paysans) decidiu dar a palavra aos franceses. Durante três meses, viajou o país em seu velho trailer e, em cada cidade que passou e convidou habitantes locais a entrar e conversar. Um homem velho reclama da solidão, outro, da felicidade excessiva de sua família. Um jovem tem dificuldade em vislumbrar o futuro, enquanto dois amigos reclamam das inconstâncias dos homens. Um retrato íntimo da França contemporânea a partir do olhar de seus habitantes. ​

Sábado, 19/11, 15h. Terça-feira, 22/11, 21h30.

O Medo em Si (DCP, Dir.: Charlie Lyne, Reino Unido, 2016, 88 min.)

​Afinal, os filmes de terror conhecem nossos pontos fracos, medos e traumas melhor do que nós mesmos? Charlie Lyne, o mesmo de Muito além das patricinhas de Beverly Hills, se utiliza mais uma vez do recurso de “colagem audiovisual” para criar um mosaico de clássicos obscuros e sucessos contemporâneos do cinema de horror. Nesta viagem através do medo, são examinadas sensações e dispositivos de sustos, além formas de despertar o que de mais sombrio existe em todos nós. Uma compilação visual visceral e horripilante de filmes como Frankenstein e Suspiria, entre muitos outros. 

Sábado, 19/11, 19h. Quarta-feira, 23/11, 15h.

Drácula (DCP, Dir.: Tod Browning, EUA, 1931, 85 min.)

Depois de uma longa viagem pelos Cárpatos, o advogado Renfield chega ao castelo do Conde Drácula, na Transilvânia, com a missão de finalizar uma transferência imobiliária, sem saber que o Conde é na verdade um vampiro que se alimenta de sangue humano. Renfield é hipnotizado e se transforma em um servo de Drácula, protegendo-o durante sua viagem por mar até Londres. Na cidade, o Conde passa a espalhar o terror, até que o médico holandês Van Helsing é chamado para ajudar. Icônica versão para o cinema do clássico da literatura gótica de Bram Stoker, com Bela Lugosi no papel título.

Sábado, 19/11, 21h30.

Vida, Animada (DCP, Dir.: Roger Ross Williams, EUA/França, 2016, 91 min.)

Aos três anos, Owen Suskind ainda não sabia falar. Qualquer forma de comunicação havia sido comprometida por um autismo que parecia condená-lo ao silêncio. As coisas mudaram no dia que Owen ganhou um papagaio de pelúcia, mais precisamente um Iago, personagem do filme Alladin. Prontamente o menino começou a recitar falas inteiras do filme, trazendo à tona um registro linguístico e afetivo até então desconhecido. Um documentário sobre a inspiradora história do jovem que encontrou nos clássicos da Disney uma forma de se comunicar com o mundo. 

Domingo, 20/11, 15h.

Richard Linklater – Sonho é Destino (DCP, Dir.:Louis Black e Karen Bernstein, EUA, 2015, 93 min.)

Retratando um dos mais inventivos diretores americanos, Richard Linklater, o filme revisita o caminho percorrido pelo autor de sua pequena cidade no Texas até a recepção calorosa no circuito internacional e em grandes premiações pelo mundo. Muito antes de Boyhood, revela-se aqui o primordial desejo do diretor em criar fora do sistema hollywoodiano, elaborando filmes poderosos com orçamentos modestos no melhor estilo faça-você-mesmo. Uma celebração do trabalho singular de um diretor que acabou por promover uma verdadeira primavera cinematográfica no Texas. 

Domingo, 20/11, às 17h.

Mapplethorpe: Look at the Pictures (DCP, Dir.: Fenton Bailey e Randy Barbato, EUA/Alemanha, 2016, 108 min.)

Partindo de uma retrospectiva completa do trabalho de Robert Mapplethorpe, este filme nos convida a observar de perto as imagens explícitas de órgãos genitais e atos sadomasoquistas que deram fama ao fotógrafo americano. Evitando uma estrutura cronológica, o documentário se debruça sobre os muitos processos de reinvenção do artista e revela o lado mais selvagem da cidade de Nova York. Este é primeiro longa sobre Mapplethorpe desde a sua morte, e o mais abrangente já realizado sobre a sua obra. Um testemunho sobre uma das experiencias mais densas da arte no século XX. 

Domingo, 20/11, 21h30.

A Noiva de Frankenstein (DCP, Dir.: James Whale, EUA, 1933, 75 min.)

Dr. Henry Frankenstein e sua criatura voltam a se encontrar. Diferente do que todos imaginavam, o monstro não está morto. Ele agora fala, bebe e fuma graças à convivência com um ancião cego que vivia isolado nas montanhas. O cientista planeja parar suas demoníacas experiências quando sua esposa é sequestrada por um antigo professor seu, o louco Dr. Pretorius, a fim de força-lo a lhe ajudar no nascimento de uma nova criatura: uma fêmea para ser companheira do monstro. Continuação do clássico Frankenstein (1931), este é um dos filmes mais aclamados da série Universal Monsters.

Segunda-feira, 21/11, 15h.

Solar (DCP, Dir.: Manuel Abramovich, Argentina, 2016, 76 min.)

​Em 1991, com apenas 10 anos, Flavio Cabobianco publicou Venho do Sol, livro onde filosofa sobre Deus e o universo. A publicação se tornou um best-seller na Argentina e transformou seu autor em um fenômeno new age. Vinte anos mais tarde, ele decide reeditá-lo e aceita a proposta para que façam um documentário sobre sua história. Mas já no início das filmagens, ele se mostra resistente às ideias do diretor. Os constantes questionamentos do menino prodígio de outros tempos acabam pondo em crise a produção, transformando o documentário em um jogo de forças entre Flavio e o diretor.

Terça-feira, 22/11, 15h.

A Múmia (DCP, Dir.: Karl Freund, EUA, 1932, 73 min.)

Em 1921, os membros de uma expedição arqueológica descobrem a múmia de Im-ho-tep, um príncipe do Egito Antigo que fora enterrado vivo por sacrilégio, 3.700 anos atrás. Um dos membros da expedição acaba por acidentalmente trazer Im-ho-tep de volta à vida. Dez anos depois, a múmia vive no Cairo com o nome de AdarthBey e segue à procura de sua antiga amada, a Princesa Ankh-es-en-amon, que reencarnou em uma bela jovem da cidade.Para conseguir se reunir a ela, a múmia fará tudo o que for necessário.

Terça-feira, 22/11, 19h.

JT LeRoy: A História de um Autor (DCP, Dir.: Jeff Feuerzeig, EUA, 2016, 110 min.)

Uma edição de janeiro de 2006 do jornal The New York Times eletrizou o mundo editorial ao desmascarar o escritor do momento, JT LeRoy, cuja prosa dura sobre sua sórdida infância havia cativado ícones e astros pelo mundo afora. JT LeRoy era uma farsa que existia apenas nos sonhos de uma operadora de telessexo, a roqueira de meia-idade Laura Albert. O documentário nos conduz por uma espécie de buraco do coelho de Alice, uma odisseia por um universo reluzente de shows de rock e tapetes vermelhos que inspirou Laura a dar vida a seu personagem durante décadas. 

Quarta-feira, 23/11, 17h.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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