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Jean-François Richet dirige Mel Gibson em "Herança de Sangue"

Dirigido por Jean-François Richet, o filme é baseado no romance de Peter Craig e foi exibido no ultimo Festival de Cinema de Cannes.
Após seu namorado traficante culpa-la pelo roubo de uma fortuna do cartel, Lydia, uma jovem de 17 anos, precisa fugir. Ela só tem um aliado em todo o mundo: seu pai nada confiável, John Link, um motoqueiro fora-da-lei que já cumpriu pena. Agora ele está determinado a manter sua filhinha fora do perigo e fazer a coisa certa pela primeira vez na vida...

Em um filme onde os personagens pertencem ao submundo, com motoqueiros Hell’s Angles, alcoólatras, traficantes e criminosos mais do que um estudo de conflito e lutas pelo poder,
"Herança de Sangue" (Blood Father) é uma exploração da violência e sobrevivência em um mundo no qual é impossível se viver. Sobre isso o diretor Jean-François Richet diz, “Eu escolho um enredo baseado na narrativa, no drama e no arco dramático – não em algum processo mapeado cuidadosamente. Estou consciente que meus personagens se encontram quando estão lutando, que eles são do tipo rebelde e que no final essa luta não os fará mais felizes.”

"Herança de Sangue" fala sobre uma luta pelo poder, mas com uma abordagem diferente. Quando sai da prisão, John Link (Mel Gibson) decide se redimir e trabalhar para seu sustento. Ele mora em um parque de trailers, ele interage com outros trabalhadores. É uma cidade à parte, formada exclusivamente por operários que foram abandonados por causa da recessão econômica. Todos os personagens positivos do filme são da classe trabalhadora, incluindo John, seu agente do AA, a comunidade dos trailers, o carinha do motel, os imigrantes ilegais mexicanos que não falam inglês, mas ganham seu pão com o suor do rosto.

Sobre trabalhar com Mel Gibson, o diretor diz: “Eu poucas vezes trabalhei com alguém tão humilde e controlado. Para mim, Mel é um dos maiores diretores vivos – ele está na mesma lista de diretores de ponta, junto com Michael Mann. E mesmo assim nunca interferiu no meu trabalho.” E completa, “Mel só está interessado em uma coisa que no final é a coisa mais importante – o que motiva o personagem em cada uma das cenas. É por isso que ele é um ótimo ator e é por isso que ele é um ótimo diretor. Ele não fica incomodado com trivialidades – ele só pensa nas motivações mais profundas do personagem. Mel tem um senso de drama muito agudo. Nós mudamos completamente o final uma hora antes da gravação quando Mel ficou com a impressão de que não daria certo. Sentamos com ele e Peter Craig. Mel despejou uma centena de ideias por minuto. Por acaso, ele é como Vincent Cassel – ele é o mesmo tipo de animal. Eles se concentram nas motivações dos personagens. Isso é essencial em bom drama.”





nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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