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Tudo o que você precisa saber sobre "Café Society", novo filme de Woody Allen

Woody Allen
Estrelado por Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Blake Lively e Steve Carell, o novo longa de Woody Allen estreia em 25 de agosto. 
No dia 25 de agosto (quinta-feira), chega aos cinemas a comédia dramática “Café Society”, novo longa de Woody Allen. O cineasta norte-americano leva os protagonistas, Kristen Stewart e Jesse Eisenberg, a um elegante e nostálgico romance na Hollywood e Nova York dos anos 1930. Blake Lively, Steve Carell e Parker Posey completam o elenco.

Woody Allen é uma das figuras mais polêmicas da Sétima Arte, porém seu talento para realizar obras inesquecíveis não pode ser contestado - não deixe de conferir Maratona Woody Allen - 5 filmes para ver antes de "Café Society"Além de ser uma grande fã do trabalho do diretor, também adoro filmes que mostram os bastidores do cinema. Se você ainda está em dúvida se deve assistir ao próximo filme de Allen, confira mais detalhes sobre "Café Society" antes de comprar seu ingresso:

A trama

O filme de Woody Allen é uma história panorâmica ambientada em Nova York e em Hollywood dos anos 30. Comovente e muitas vezes hilário, "Café Society" nos leva a uma viagem que começa nas grandes mansões dos executivos de Hollywood, passa pelas brigas e problemas de uma família humilde do Bronx, pela violência sem fim e confusa dos gângsteres de Nova York, chegando ao brilho e aos escândalos secretos da alta sociedade de Manhattan.

“Quando escrevi o roteiro, estruturei a história como se estrutura um romance,” conta Allen. “Tal como num livro, você para um pouco e observa uma cena do protagonista com a namorada, uma cena com os pais, seguida por uma cena com a irmã ou com o irmão gângster, uma cena com as estrelas de Hollywood e com os maiores executivos, e em seguida vai para uma cena onde vê políticos, debutantes,playboys, homens traindo as esposas ou mulheres atirando nos maridos. Para mim sempre foi uma história não só sobre uma pessoa, mas sobre todos.”
 


O filme conta a história de Bobby Dorfman, um garoto do Bronx, cujas ambições o levam para Hollywood e de volta a Nova York. “A história de amor de Bobby é o que mantém todas as histórias do filme interconectadas,” diz Allen, “porém, todos estes outros personagens formam a atmosfera e a trama da própria história.”

Assim como num romance, a história é relatada por meio de uma terceira pessoa, então Allen decidiu que seria adequado o filme ser narrado, realizando ele mesmo esse trabalho. “Eu mesmo quis fazer isso porque eu sabia exatamente como queria que as palavras fossem ditas,” disse ele. “Pensei que como eu mesmo havia escrito o livro, seria como se eu estivesse lendo o meu próprio romance.”


A época do glamour
 

"Café Society" fala sobre as socialites, os aristocratas, os artistas e as celebridades que se reuniam em cafés e restaurantes da moda em Nova York, Paris e Londres no final do século XIX e início do século XX. O termo tornou-se popular em Nova York nos anos 30, após o final da lei seca e com o surgimento do tabloide que cobria avidamente os frequentadores do Café Society. “Essa época sempre me fascinou,” diz Allen. “Foi uma das épocas mais empolgantes da história da cidade, quando os teatros, os cafés e os restaurantes viviam cheios de vida. Onde quer que você fosse, onde quer que estivesse, a ilha toda transbordava vida noturna sofisticada.”


A época de ouro de Hollywood também tinha os seus refúgios para os ricos e famosos, mas a vida noturna era significativamente diferente da vida noturna em Nova York. “Essa vida noturna respirava e sentia o glamour do Cocoanut Grove e do Trocadero,” conta Allen. “Não havia muitos lugares onde ir, as horas passavam mais devagar, as roupas eram mais leves e todos dirigiam seus próprios carros. Havia também uma certa glamourização porque Hollywood tinha as estrelas do cinema, mas Nova York tinha uma certa sofisticação que Hollywood não tinha.”

A fotografia

Em"Café Society", Woody Allen trabalhou pela primeira vez com o diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, Vittorio Storaro. “A fotografia em um filme é muito importante para mim na forma como conto a história, e Vittorio é um artista excelente,” diz Allen.


Apesar de o filme ter sido filmado com imagens estáticas e ângulos maiores adequados à época em que a história se desenrola, Storaro e Allen usaram uma Steadicam sempre que o narrador começava a falar. “O narrador não pertence à época alguma, a qualquer período, nem a qualquer lugar,” diz Storaro. “O narrador é completamente abstrato. Portanto, quando o narrador está contando a história, sentimos que ele deveria ter o seu próprio
ponto de vista. Decidimos que esta seria a grande chance de usar a Steadicam, para ficar mais ao redor do personagem e se movimentar mais livremente para contar a história de acordo com a própria história.”
 

O figurino

O trabalho da figurinista Suzy Benzinger ressaltou as diferenças entre o glamour de Nova York e o glamour de Hollywood. “Hollywood foi criada em um mundo incrivelmente falso, criado para levar milhões aos cinemas,” diz Benzinger. “Era extremamente importante para eles tornarem aquelas atrizes no início da carreira glamourosas—eles as vestiam
sempre que elas saíam de casa. Todos nós já vimos essas fotos das premières nos anos 30 onde as mulheres usavam aqueles casacos de pele com orquídeas. E quando você se dá conta da data dessas premières, elas aconteciam em agosto, quando faz um milhão de graus na Califórnia. Em Nova York, a coisa já era mais realista: Lá fora fazia frio, então as mulheres entravam com chapéus.”
 


O estilo de Nova York é diferente porque as pessoas, influenciadas pela inebriante vida cultural que as cercava, compravam smokings e roupas da alta costura. “As mulheres eram um tanto quanto mais europeias, um pouco mais chiques do que as mulheres da Califórnia,” diz Benzinger. “Naquela época todos esses estilistas franceses estavam chegando em Nova York, e entre as mulheres havia uma grande competição entre Chanel e Schiaparelli.”
 

Já que não pôde contar com a ajuda das fotos da época, que estavam em sua maioria em preto e branco, Benzinger teve que recorrer a outras técnicas: “Eu lia artigos de revistas de moda dos anos 30 que diziam coisas como ‘Esta é a última moda em cores em Paris!’”
 

O elenco

A tragicomédia marca o reencontro de Allen com Jesse Eisenberg, que já havia trabalhado com o diretor em "Para Roma com Amor" (2012). O ator descreve a experiência de trabalhar com o cineasta como desafiadora e gratificante. “É irritante porque você não vai passar o dia todo nas mesmas cenas, e, portanto, se você sentir que não está
fazendo as coisas como quer fazer, ainda assim a cena estará no filme,” diz.


Kristen Stewart trabalhou com Eisenberg em "Férias Frustradas de Verão" (2009) e "American Ultra: Armados e Alucinados" (2015). A atriz sente que Allen a empurrou para fora da sua zona de conforto. “Existe um dinamismo e uma leveza na personalidade de Vonnie que não é natural em mim,” diz ela. “E por isso ele ficou em cima de mim, me forçando a me soltar mais e a descobrir a leveza que há dentro de mim.”


Steve Carell acredita que a abordagem de Allen na direção se baseia no respeito pelos atores e pelo trabalho deles: “Acho que ele respeita tanto os atores que acredita que eles já virão preparados para fazerem o trabalho. Ele deixa a parte da atuação realmente com os atores. Portanto, a menos que você tenha uma pergunta ou ele tiver uma preocupação, é muito simples—se estiver funcionando, você não vai ouvir nada vindo dele.”

Já Blake Lively destacou que Allen nunca foi prepotente nem invasivo, e sim sempre esteve ao seu lado quando ela precisou dele. “Ele nunca te dá a leitura exata que quer,” completa. “Ele diz que a cena deve ter um pouco disto ou daquilo...’ e daí ele diz a fala. E isso muda totalmente a sua ideia de como a fala deve ser dita.” 




nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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