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Especial: 12 filmes perfeitos sobre paternidade

Confira a nossa homenagem ao Dia dos Pais com os personagens que fizeram história no cinema. 

Não existem pais perfeitos, nem filhos perfeitos. Ao longo da história, o cinema retratou com muito carinho todas as alegrias que envolvem a paternidade, mas também nos apresentou péssimos exemplos, como Anakin Skywalker de "Star Wars: O Império Contra-Ataca" e Jack Torrance de "O Iluminado".

Com o Dia dos Pais se aproximando, o Película Criativa reuniu 12 filmes que têm muito para ensinar sobre paternidade, do clássico "O Sol é Para Todos" (To Kill a Mockinbird), de Robert Mulligan, ao adorável "Os Excêntricos Tenenbaums" (The Royal Tenenbaums), de Wes Anderson. 

Participe você também: qual é o seu pai favorito do cinema?

12. O Rei Leão (The Lion King)

O 32º longa-metragem animado dos estúdios Disney é inspirado na peça teatral "Hamlet", de Shakespeare. Na trama, o jovem leão Simba (Matthew Broderick) sente-se culpado pelo assassinato do seu pai, o rei Mufasa (James Earl Jones), e foge do seu Reino, sem saber que a morte foi orquestrada pelo seu tio Scar (Jeremy Irons) para tomar o poder.
 

Dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff,
a produção ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original (Hans Zimmer) e Melhor Canção Original ("Can You Feel the Love Tonight", de Elton John e Tim Rice). O filme é uma das animações mais populares da história do cinema e arranca lágrimas de espectadores de todas as faixas etárias ao reverenciar o círculo da vida.


11. Lua de Papel (Paper Moon)

Um dos melhores filmes sobre pais e filhas foi baseado no romance "Addie Pray", de Joe David Brown. A história se passa durante a Grande Depressão, no estado do Kansas, onde o vigarista Moses Pray (Ryan O'Neal) adota a garota Addie Loggins (Tatum O'Neal), uma órfã filha de uma prostituta. Como Moses teve um caso com sua mãe, especula-se que Addie seja realmente sua filha.

O longa de Peter Bogdanovich, lançado em 1973, conta com as presenças de Ryan e Tatum O'Neal, pai e filha na vida real, nos papéis principais. Filmado em preto e branco, o filme aproxima-se das comédias pastelão, mas consegue apresentar uma adorável história onde o laço sanguíneo é a questão menos importante.

 
  
10. A Árvore da Vida (The Tree of Life)

Se você deixar de lado as imagens surrealistas que retratam o nascimento da vida na Terra, vai perceber que a família está no centro do filme de Terrence Malick. Além da natureza, morte e insignificância do homem no mundo, a história torna-se mais acessível quando mostra a trajetória de Jack (Hunter McCracken), o filho rebelde e problemático (que cresce e torna-se um arquiteto, interpretado por Sean Penn), do Sr. O'Brien (Brad Pitt).

Lançado em 2011 e ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o filme recebeu muitos elogios por seus aspectos técnicos e méritos artísticos. A obra-prima de Mallick não coloca em cheque o amor que o patriarca sente por todos os seus três filhos, mas as frustrações do personagem falam mais alto na trama e ele comete vários equívocos na esperança de tornar seus filhos mais fortes.


9. Procurando Nemo (Finding Nemo)

O mundo pode ser um lugar vasto e perigoso para os peixes pequenos. A quinta animação da Pixar, uma de suas produções mais populares até hoje, gira em torno de um pai viúvo - Marlin, um peixe-palhaço dublado por Albert Brooks - que tem que seguir seu filho desaparecido até o outro lado do planeta, a fim de aprender, quando e como deixá-lo partir.

Dirigido por Andrew Stanton, o filme retrata sem medo
as duras verdades que envolvem o processo de amadurecimento, além da tensão e ansiedade que um pai sente quando chega a hora de deixar seu filho descobrir o que é melhor por conta própria.


8. Vidas Amargas (East of Eden)

Lançado em 1955, o filme faz uma releitura da história bíblica de Caim e Abel (Gênesis, 4).
A trama se passa na época da primeira guerra, em Monterey, na Califórnia, e mostra a luta do jovem Cal Trask (James Dean) com seu irmão Aaron (Richard Davalos), pelo afeto do pai (Raymond Massery). Para ganhar o amor de seu pai e ajudar a fazenda ameaçada de falir, Cal faz um empréstimo com Kate, sua mãe prostituta, que abandonou a família quando os filhos eram pequenos. 

Apresentando uma intensidade extraordinária, o longa de Elia Kazan é um drama familiar obscuro, intransigente, doloroso e escaldante sobre pais e filhos, a sua discórdia e conflitos irreconciliáveis. James Dean foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por sua performance na pele de Cal, marcando a primeira indicação póstuma na história da Academia.


7. Toda a Forma de Amor (Beginners)

O filme mostra um relacionamento muito moderno e honesto de pai e filho, baseado na própria experiência do diretor Mike Mills. Na trama, Oliver (Ewan McGregor) reflete sobre a vida e a morte de seu pai (Christopher Plummer), que assumiu sua homossexualidade após ficar casado com a mãe de Oliver por aproximadamente quatro décadas. Enquanto o filho tenta emplacar um relacionamento amoroso com Anna (Mélanie Laurent), ele relembra os momentos que passou com o pai.

Esta comédia dramática familiar trata de uma forma leve e irreverente a jornada emocional de Oliver, além de encantar o espectador com um elenco afinadíssimo liderado por Plummer, que entregou uma das melhores atuações de sua carreira e recebeu merecidamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante


6.Jogada Decisiva (He Got Game)

Esperança e segunda chance é o lema do longa de Spike Lee, lançado em 1998. Na trama, Jesus Shuttlesworth (Ray Allen) é o único filho de Jake Shuttlesworth (Denzel Washington), um pai que está preso pela morte acidental da esposa. Acontece que Jake é um prodígio do basquete, mas ele sente-se ofuscado por seu pai, que acaba recebendo liberdade condicional com uma condição: convencer o filho a assinar um contrato para jogar basquete pela universidade Big State.

A rivalidade entre pai e filho culmina em um duelo na quadra de basquete, com cada homem efetivamente jogando por sua liberdade. Mas Jake reconhece que o filho tornou-se o homem que ele sempre esperou e que Jesus é capaz de ir mais longe.


5. Ladrões de bicicletas (Ladri di Biciclette)

O filme de Vittorio De Sica se passa em Roma, durante o período pós-guerra, e foi uma das primeiras produções a vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, que na época ainda não era uma categoria. O longa mostra a luta de Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani) para sustentar sua família. Após conseguir um emprego como colocador de cartazes, ele tem sua bicicleta roubada e, junto com seu filho Bruno (Enzo Staiola), ele a procura por toda a cidade. 

Desde o seu lançamento em 1948, o filme definiu o movimento neo-realista italiano, talvez porque seu tema central (o desespero de um homem para sustentar sua família quando o mundo parece estar conspirando contra ele) tem uma atemporalidade que transcende o estilo. A cena final, uma das mais famosas da história do cinema, retrata impiedosamente o quão difícil pode ser a paternidade.


4. Pais e Filhos (Soshite Chichi ni Naru)

O filme japonês de Hirokazu Kore-eda mostra a história de duas famílias, uma rica e uma pobre, que descobrem que seus filhos de 6 anos de idade foram trocados na maternidade. O filme foca principalmente na jornada emocional do arquiteto Ryota (Masaharu Fukuyama) para compreender seu passado e sua relação com a família. 

Lançado 2013, o filme explora com simpatia e delicadeza o desconforto do pai em torno de seu próprio filho. Com a aproximação de Ryota e seu filho biológico, ele também atravessa por uma dolorosa transformação, vivendo com maior intensidade a paternidade.

3. Sangue Negro (There Will Be Blood)

O relacionamento entre pai e filho também faz parte desta obra rica e complexa, realizada por Paul Thomas Anderson. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um magnata do petróleo que adota H.W. (Dillon Freasier) para fortalecer sua imagem de homem de família com os moradores de Little Boston. Mas a relação torna-se cada vez mais complicada com o passar do tempo. O amor de Daniel é colocado em cheque quando H.W. perde sua audição e depois tenta colocar fogo no seu "tio" Henry (Kevin J. O'Connor). 

Em dos melhores filmes da década de 2000, o relacionamento entre Daniel e H.W é apenas um dos assuntos abordados na história, mas é sem dúvida o mais importante, pois trouxe humanidade para um personagem de caráter monstruoso. Lançado em 2007, a produção ganhou dois Oscars, incluindo Melhor Ator para Day-Lewis e Melhor Fotografia para Robert Elswit.
 

2. O Sol é para Todos (To Kill a Mockingbird)

Existe um pai mais decente na história do cinema do que Atticus Finch, o advogado viúvo interpretado por Gregory Peck? Lançado em 1962 e baseado no romance "To Kill a Mockingbird" de Harper Lee, o filme apresenta, sob a ótica de duas crianças, preceitos básicos como a ética e a dignidade. 

Defendendo um jovem negro em uma acusação de estupro não faz de você um homem popular na época da Grande Depressão, no estado do Alabama, mas enquanto Atticus tem sua segurança ameaçada, ele só cresce nos olhos de seus filhos. A infância dividida entre a escola e as fantasias acerca do vizinho, o "malvado" Sr. Radley, cede espaço ao contato com a discriminação.

1. Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums)

Quando uma família está despedaçada, o que é preciso para juntá-la novamente? Esta é a questão principal do longa de Wes Anderson (meu favorito do cineasta), lançado em 2001. Na trama, o patriarca da família Royal Tenenbaum (Gene Hackman) espera que a descoberta de uma doença terminal coloque de lado todos os desentendimentos com seus três filhos, interpretados por Ben Stiller, Gwyneth Paltrow e Luke Wilson.
 
Wes Anderson realizou um retrato hilário e detalhado de uma disfunção paterna, impulsionado pela consciência tardia do protagonista de que uma família é algo mais do que um nome. Além de Royal, o filme também mostra o relacionamento superprotetor de Chas (Ben Stiller) com seus dois filhos. 


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nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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