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História do cinema - Audrey Hepburn, a eterna Bonequinha de Luxo


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Em 4 de maio do ano de 1929, nascia em Bruxelas, na Bélgica, Edda van Heemstra Hepburn-Ruston, que mais tarde seria conhecida por legiões de fãs como Audrey Hepburn. A atriz estrelou diversos filmes, entre eles "Bonequinha de Luxo" e "A Princesa e o Plebeu" - filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz. Segundo o American Film Institute (AFI), ela é a terceira maior lenda feminina do cinema, atrás apenas de Katharine Hepburn e Bette Davis.

Para homenagear uma das maiores divas do cinema internacional, quero compartilhar um pouco da história de Audrey Hepburn, que além de seu talento incontestável como atriz, revolucionou o mercado da moda e beleza a partir da década de 1950.

HISTÓRIA
Filha de Joseph Anthony Ruston, um banqueiro britânico, e Ella van Heemstra, uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses, o sonho de Hepburn era se tornar bailarina da prestigiada escola Marie Rambert, em Londres. Porém seu projeto foi interrompido com os avanços da Segunda Guerra Mundial, o que a levou de volta para a casa da família na Holanda.

Com o fim da guerra, ela voltou para a capital britânica para dar continuidade ao balé, mas foi rejeitada pela escola. Hepburn decidiu trabalhar como corista e modelo fotográfica até ingressar em outra área: a atuação. Sua estreia foi no documentário "Dutch in Seven Lessons", seguido por uma série de pequenos filmes.

Em 1952, durante uma viagem de trabalho, Hepburn foi vista no saguão do hotel em que estava hospedada pelo escritor Collette. Naquele momento, ele convidou Hepburn para viver a protagonista da versão da Broadway de seu romance "Gigi", marcando a estreia da jovem atriz nas superproduções musicais norte-americanas.

O sucesso de Hepburn em "Gigi" a levou diretamente para o filme "A Princesa e o Plebeu" (1953). Encantado com a atriz, o diretor William Wyler a escalou para viver uma jovem princesa que se apaixona por um jornalista - seu trabalho foi merecidamente reconhecido com o Oscar de Melhor Atriz. Durante a próxima década, Hepburn esteve em outras obras, que também foram grandes sucessos, como "Sabrina" (1954), "Cinderela em Paris" (1957) e "Amor na Tarde" (1957). 


Porém a atuação mais marcante da carreira de Hepburn foi como a personagem Holly Golightly, uma acompanhante de luxo com uma personalidade adorável, no filme "Bonequinha de Luxo" (1961). Indicado a 5 Oscars, entre eles na categoria de Melhor Atriz, o longa foi dirigido por Blake Edwards e inspirado no livro homônimo de Truman Capote. Até hoje, "Bonequinha de Luxo" é reconhecido como um dos filmes que contribuíram para a mudança da moda feminina e da indústria cinematográfica.

Em 1963, a atriz recebeu o papel principal do musical "Minha Adorável Dama" (My Fair Lady), onde interpretou a vendedora de flores Eliza Doolittle. Entretanto, a voz dela não foi utilizada durante as canções, fato que deixou a atriz extremamente aborrecida e fez com que abandonasse as gravações por um dia. Hepburn não foi indicada ao Oscar por esse papel e até hoje é considerado uma injustiça por muitos cinéfilos.

Mas a atriz recebeu sua quinta indicação ao Oscar com "Um Clarão nas Trevas" (1967), filme produzido por seu primeiro marido, Mel Ferrer (eles se casaram em 1954). Um pouco depois, ela deixou de lado a dedicação integral à sua carreira no cinema para passar mais tempo na Suíça. Hepburn e Ferrer tiveram dois filhos e se divorciaram em 1968. Depois, ela se casou com Andrea Dotti, um psiquiatra italiano, e no ano seguinte tiveram um filho. Depois de se divorciar de Dotti, Hepburn começou um relacionamento com Robert Wolders, um ator holandês.

Ela decidiu voltar a atuar somente em 1976, estrelando o longa "Robin e Marian". Três anos mais tarde retornou ao cinema com "A Herdeira", filme dirigido por Terence Young, baseado na obra literária de Sidney Sheldon. Neste período, a atriz também gravou "Muito Riso e Muita Alegria" (1981) e foi nos bastidores do filme que Hepburn conheceu Wolders. Eles se tornaram grandes amigos e viveram juntos até a sua morte, em 20 de janeiro de 1993, na cidade de Tolochenaz, Suíça.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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