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14 filmes controversos que chocaram o público durante o Festival de Cannes

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Todo mundo sabe que o Festival de Cannes é uma das grandes vitrines da indústria cinematográfica e que o público presente no evento é o mais exigente do mundo. Porém o festival também é famoso pela maneira como os espectadores recebem (e avaliam) certos filmes que participam da competição principal. 

Dito isso, não é nenhuma surpresa que algumas produções já estão sendo vaiadas e dividindo a crítica em 2016. Entre elas, encontra-se o thriller sobrenatural "Personal Shopper", de Olivier Assayas. No filme, Kristen Stewart vive uma jovem que trabalha no mundo da moda e tem a habilidade de falar com os mortos. 

Outro filme que recebeu algumas vaias (e aplausos também) foi "Juste La Fin Du Monde", do cineasta franco-canadense Xavier Dolan. Com apenas 28 anos, esta é a sexta vez que ele marca presença em Cannes. O filme é um complexo drama familiar, estrelado por Marion Cotillard, Vincent Cassel e Léa Seydoux. Saiba mais detalhes sobre "Juste La Fin Du Monde".

Love (2014)

O drama, dirigido por Gaspar Noé, chamou atenção antes mesmo de sua estreia em Cannes. O motivo é muito simples, os cartazes picantes de "Love" provocaram as mais variadas reações. O filme mostra o relacionamento de um homem com duas mulheres. Enquanto alguns críticos afirmam que este é o filme mais dócil do cineasta, outros ficaram pasmos com as cenas de sexo em 3-D.



Apenas Deus Perdoa (2013)

Dois anos após receber o prêmio de Melhor Diretor pelo eletrizante "Drive", Nicolas Winding Refn apresentou em Cannes o longa "Apenas Deus Perdoa", mais um resultado de sua parceria com Ryan Gosling. Por causa da natureza violenta do filme, alguns espectadores saíram no meio da sessão e também vaiaram o longa.



Anticristo (2009)

O longa experimental de Lars von Trier agitou Cannes graças ao retrato perturbador de um casal em luto, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg. Entre as muitas cenas gráficas, o filme foi chamado de misógino por vários críticos, pois mostra imagens de auto-mutilação genital e ejaculação. Apesar da polêmica, Gainsbourg ganhou o prêmio de Melhor Atriz. 

O cineasta voltou a causar polêmica em 2011, quando "Melancholia" quase foi ofuscado por seus próprios comentários sobre ser um simpatizante do nazismo. Pouco tempo depois, ele foi declarado "persona non grata" pelos organizadores do festival.



Martyrs (2008)

Mesmo quem gosta de filmes de terror pode sentir uma certa dificuldade em assistir este filme. Sua estreia em Cannes também gerou reações muito variadas. O longa traz cenas chocantes de violência e métodos de tortura, e eventualmente (SPOILER) termina com alguém tendo sua pele arrancada e posicionado como Cristo na cruz. 



Shortbus (2006)

Dirigido por John Cameron Mitchell, o filme foi inspirado nos relatos reais das festas de sexo que aconteceram em Nova York, no início dos anos 2000. A imprensa de Cannes chegou a classificar o filme como pornografia, mas Mitchell defendeu seu trabalho, dizendo que ele "investigou o que aconteceu com as pessoas após a experiência."



Fahrenheit 11 de Setembro (2004)

O filme político de Michael Moore tornou-se o primeiro documentário a ganhar a Palma de Ouro desde 1956. Apesar do prêmio, concedido por Quentin Tarantino (presidente do júri), alguns críticos se queixaram que a Palma de Ouro foi atribuída com base na visão política de Moore, em vez de analisar seu mérito cinematográfico.



The Brown Bunny (2003)

Talvez você já ouviu falar deste filme, aquele onde a atriz Chloë Sevigny faz o sexo oral em Vincent Gallo. Na época, Sevigny revelou que estava namorando Gallo na vida real, mas o escândalo foi tão grande, que Sevigny foi abandonada por sua agência após a exibição em Cannes. O famoso crítico de cinema, Roger Ebert, classificou "The Brown Bunny" como "o pior filme da história do festival".



24 Hour Party People (2001) 

É impossível imaginar que um filme sobre a cena musical no Reino Unido seria tão chocante, mas a crítica anunciou seu boicote após ver o elenco atirar pombos falsos na praia de Cannes. A brincadeira de mau gosto não pegou bem entre o público, sendo que quem estava por perto, incluindo Joel e Ethan Coen, acreditou que os animais eram verdadeiros.



Crash - Estranhos Prazeres (1996)

Dirigido por David Cronenberg, esse thriller recebeu vaias graças às cenas de violência e sexo explícito. Segundo a prestigiada publicação The New York Times, o filme é extremamente "preocupante" e "assustador".



Pulp Fiction - Tempos de Violência (1994)

O filme de Quentin Tarantino levou a Palma de Ouro em Cannes, mas também deixou muitos críticos frustrados com o resultado. "Pulp Fiction" não foi vaiado durante sua exibição, mas quando Tarantino reivindicou seu prêmio perante o júri, presidido por Clint Eastwood, ele foi recebido com um coro de vaias. O favorito do público era o último filme da chamada "Trilogia das Cores", de Krzysztof Kieslowski.



Coração Selvagem (1990)

Aqui está outra produção, ganhadora da Palma de Ouro, que deixou a crítica completamente dividida. Laura Dern e Nicolas Cage interpretam dois amantes em fuga que encontram personagens controversos no meio do caminho. O filme foi dirigido por David Lynch, mas os espectadores ficaram chateados com as cenas de violência e se manifestaram durante a sessão.



Faça a Coisa Certa (1989)

Na verdade, o longa era um dos favoritos da crítica, mas Wim Wenders (presidente do júri), causou polêmica quando concedeu a Palma de Ouro para "Sexo, Mentiras e Videotapes", de Steven Soderbergh. É claro que a decisão não agradou o diretor Spike Lee, que comprou uma briga séria com Wenders. 



Taxi Driver (1976)

Robert De Niro perturbou o público com seu retrato de Travis Bickle, um veterano de guerra mentalmente instável. Diferente de hoje, a crítica questionou intensivamente a mensagem final de "Taxi Driver" durante sua estreia em Cannes, mas isso não foi o bastante para impedir o longa de Martin Scorsese de receber a Palma de Ouro e muitas vaias durante a cerimônia de premiação.



A Doce Vida (1960)

Embora seja considerado como uma obra-prima de Federico Fellini, o longa foi condenado pela Igreja Católica por retratar personagens com poucos valores morais. O júri discordou dessa avaliação e premiou o filme com a Palma de Ouro. Toda a polêmica só serviu para alimentar o burburinho em torno da produção, que também ganhou um Oscar. "A Doce Vida" reafirmou o status de Fellini como um dos diretores mais importantes da história do cinema.





nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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