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Top 12 - As pioneiras que marcaram a história do cinema

Abaixo você encontra uma lista especial com 12 pioneiras do cinema internacional.
Atualmente apenas 7% dos diretores são do sexo feminino, mas as mulheres já deixaram sua marca na sétima arte com diversos clássicos inesquecíveis, fazendo história em frente e por trás câmeras. Alice Guy-Blaché, Frances Marion e Mary Pickford são algumas das grandes pioneiras do cinema internacional.

Neste Dia Internacional da Mulher quero trazer uma lista especial com alguns nomes que moldaram a indústria do cinema. Essas mulheres demonstraram talento em diversas áreas, comandaram estúdios, escreveram, produziram, editaram, atuaram e dirigiram seus próprios filmes.  


Alice Guy-Blaché 
Foi a primeira diretora do mundo e uma das pioneiras do cinema francês. Ela criou mais de 1.000 filmes durante sua carreira de 20 anos, administrou seu próprio estúdioe serviu de inspiração para vários artistas. Alice inseriu a estrutura narrativa no cinema e incluiu atores negros em seus filmes. Ela ainda escreveu um livro de memórias, onde revelou que seu verdadeiro amor sempre foi o cinema.

Conheça mais sobre a história de Alice Guy-Blaché


Dorothy Arzner
Esta diretora e editora é um dos nomes mais importantes da lista. Nascida na Califórnia, ela também deixou sua marca como feminista, trabalhou no cinema, teatro e rádio. Ao contrário de muitas, Arzner foi capaz de fazer sucesso na era do cinema mudo e no falado. Ela trabalhou com a Paramount durante anos antes de iniciar uma carreira independente ao lado de várias empresas, incluindo a United Artists, MGM, e Columbia. Ela também dirigiu vários filmes, incluindo "The Wild Party" e "Dance, Girl, Dance".


Frances Marion
Esta jornalista, artista e diretora venceu duas estatuetas do Oscar por seu trabalho como roteirista. Ela também lecionou na University of Southern California e tornou-se uma lenda da era do cinema mudo. Muitas vezes ela colaborou com sua amiga e atriz Mary Pickford, mas também provou que mulheres sabem retratar realidades sombrias. Seus roteiros premiados - como "O Presídio" (The Big House) e "O Campeão" (The Champ) - narram histórias de homens que vivem cercados pela violência, pobreza, prisão, glória, vício e fracasso.


Mary Pickford 
Ela foi a grande diva do cinema mudo, mas também apresentava talento para os negócios e trabalhou ao lado de gigantes do cinema, como Charlie Chaplin. Pickford começou a trabalhar muito cedo, ela precisou fazer a transição do cinema mudo para o falado, carinhosamente chamado de "talkies". Pickford também foi uma das fundadoras da United Artists Film Studio, agora uma subsidiária da MGM, com seu amigo Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith.

Anita Loos
Ela foi uma escritora amplamente creditada durante toda sua carreira em Hollywood. Você provavelmente já ouviu falar do remake de seu livro mais famoso "Os Homens Preferem as Loiras" (Gentlemen Prefer Blondes), que marcou o cinema em 1953, com a performance de Marilyn Monroe. Mas antes de atingir a fama, Loos publicou "The New York Hat" e uma série de filmes de aventura para Douglas Fairbanks.


Lois Weber
Ela marcou a era do cinema mudo americano como atriz, roteirista, produtora e diretora. Também é considerada a diretora mais importante da indústria cinematográfica norte-americana, e uma das diretoras mais ativas da era do cinema mudo. Junto com DW Griffith, Lois Weber foi a primeira autora do cinema americano, uma cineasta envolvida em todos aspectos da produção e aquela que utilizou a imagem em movimento para retratar suas próprias ideias e filosofias. 


Alla Nazimova
Ela foi uma mulher moderna que viveu no auge da década de 1920. Uma atriz de cinema e teatro, Nazimova mergulhou em vários projetos que desafiaram os padrões do início de Hollywood. Ela participou de filmes polêmicos, mas que não foram necessariamente sinônimos de grandes sucessos. Nazimova estrelou e produziu um dos primeiros filmes de arte, "Salomé", uma adaptação da peça de Oscar Wilde.


Marion E. Wong
Não há muita informação disponível fora dos círculos acadêmicos, mas ela foi uma das pioneiras do cinema asiático nos Estados Unidos. Wong fundou uma empresa de produção chinesa em 1920, chamada Mandarin Film Company, na cidade de Oakland, na Califórnia. Sua produtora lançou pelo menos um filme, "The Curse of the Quon Gwon: When the Far East Mingles with the West", com um elenco composto por atores chineses. Além de ser uma mulher de negócios, Wong também foi uma atriz e diretora.


June Mathis
Escritora, editora e executiva de Hollywood, June Mathis costumava ser uma das mulheres mais poderosas da indústria - tudo indica que ela foi uma das profissionais mais bem pagas de Hollywood. Mathis é frequentemente lembrada por seu papel na descoberta do ator italiano Rudolph Valentino. Sua vida foi interrompida por um ataque cardíaco aos 38 anos, mas sua carreira ficou marcada por sua contribuição ao cinema: ela escreveu o roteiro de "The Four Horsemen of the Apocalypse" e "Blood and Sand".


Natacha Rambova
Um artista por natureza, Natacha Rambova era designer de cenários e figurinos, roteirista e atriz de seus próprios projetos. Ela trabalhou com Alla Nazimova em "Afrodite", "Camille", "A Doll's House" e "Salomé". Seus projetos traziam referências estéticas do Art Deco, da Ásia e do Egito.


Marion Fairfax
Hoje em dia existem poucas mulheres presentes na criação de filmes de horror e ficção científica, mas em 1925, Marion Fairfax escreveu "The Lost World", filme baseado na obra de Sir Arthur Conan Doyle. Ela foi uma pioneira no uso da animação em stop-motion e na criação de novos gêneros no cinema. 


Tsuru Aoki 
Ela foi uma popular atriz de teatro e do cinema japonês, cuja carreira decolou durante a era do cinema mudo, entre 1910 e 1920. Aoki sempre trabalhou ao lado do marido, o ator Sessue Hayakawa, e foi a primeira atriz asiática a fazer sucesso em filmes americanos. É possível dizer que Aoki abriu caminho para outros artistas asiáticos em Hollywood.




nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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