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Berlinale 2016 - Brasil é representado por 3 produções no Festival de Berlim

As produções de Anna Muylaert, Sérgio Andrade e Marcos Paulo serão exibidas durante o festival.
Após uma bela temporada em 2015, o cinema nacional começou o ano com o pé direito. Três produções brasileiras foram selecionadas na Mostra Panorama, no Berlin Internacional Film Festival (Berlinale). Em 2015, Anna Muylaert ganhou o prêmio do público com o longa "Que Horas Ela Volta?", e nesta 66ª edição, a cineasta participa com "Mãe Só Há Uma".

Ainda sem previsão de estreia, seu novo filme é um drama inspirado no caso do bebê Pedrinho, que foi roubado na maternidade em Brasília, em 1986, e localizado 16 anos depois pelos pais biológicos (interpretados por Matheus Nachtergaele e Dani Nefussi), vivendo com sua sequestradora. 

Pierre (interpretado por Naomi Nero) logo descobre que  seu nome verdadeiro é Felipe. Porém o filme ainda fala sobre a questão do gênero, onde o protagonista enfrenta o preconceito dentro da nova família ao assumir sua transexualidade.

Enquanto isso, a aposta do cineasta Sérgio Andrade em Berlim é um pouco mais exótica, pelo menos do ponto de vista europeu. O longa amazonense "Antes o tempo não acabava" narra a história de Anderson, um jovem que possui raízes na etnia indígena ticuna. 

Quando ele se muda para Manaus, e tenta se adaptar com a rotina na cidade grande, Anderson começa a se ver preso entre os embates culturais das tradições de sua aldeia e os costumes urbanos. 

A produção é nacional, mas traz legendas em português, pois grande parte do filme é falado em quatro idiomas nativos, característicos do povo indígena que vive em torno de Manaus. Anderson Tikuna é o protagonista do longa.

Já a história do brasileiro executado na Indonésia é o tema do documentário de Marcos Prado. "Curumim" narra os últimos dias e as últimas horas de Marco Archer, mais conhecido por ser condenado à pena de morte por tráfico de drogas. Ele foi capturado pela polícia tailandesa em uma ilha nos arredores de Bali, um território indonésio localizado no Oceano Índico. O cineasta revelou que conheceu Archer quando surfavam no Rio de Janeiro, na década de 1980.

Mesmo fora da competição principal, o festival é uma excelente vitrine para nossos cineastas. O Berlinale é o maior festival do continente europeu e recebe cerca de 500.000 inscrições por ano. Mas esta também é uma grande oportunidade para as produções nacionais buscarem novos espectadores, que serão sempre muito bem-vindos.

Leia também: Os destaques do Festival de Berlim 2016



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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