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Mostra Cine-Delas: Programação especial com 13 filmes dirigidos por mulheres


O olhar feminino no cinema brasileiro - Programação especial reúne 13 filmes assinados por diretoras.
O tema da igualdade de gênero, direitos das mulheres e a participação feminina nunca teve tanto destaque na sociedade. Pensando nisso, o Canal Brasil exibe a Mostra Cine-Delas, reforçando a inserção feminina na Sétima Arte com algumas das principais diretoras da história do cinema brasileiro. 

Para você já começar a se organizar e não perder nada, a mostra vai ao ar de janeiro a março, mês de celebração do Dia Internacional da Mulher, com sessões às sextas-feiras. O canal traz produções assinadas por cineastas brasileiras, dos mais diversos estilos e sotaques.

Antes da exibição de cada obra, a cineasta Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?) entrevista a diretora responsável pelo filme para trazer ao público detalhes sobre os bastidores e suas motivações para o cinema. 

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A mostra exibe os seguintes filmes: 

  • Pequeno Dicionário Amoroso (1996), de Sandra Werneck; 
  • Ó Paí, Ó (2007), de Monique Gardenberg; 
  • Amor, Plástico e Barulho (2014), de Renata Pinheiro; 
  • Um Passaporte Húngaro (2001), de Sandra Kogut; 
  • Durval Discos (2002), de Anna Muylaert; 
  • Como Esquecer (2010), de Malu Di Martino; 
  • A Primeira Missa – Ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum (2014), de Ana Carolina; 
  • Reidy – A Construção da Utopia (2009), de Ana Maria Magalhães; 
  • Narradores de Javé (2004), de Eliane Caffé; 
  • A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral; 
  • Irma Vap – O Retorno (2006), de Carla Camurati; 
  • A Via Láctea (2007), de Lina Chamie; 
  • Revelando Sebastião Salgado (2012), de Betse de Paula


:: Veja a programação completa de Janeiro ::

Amor, Plástico e Barulho (2014) (84’) Direção: Renata Pinheiro – Primeiro longa-metragem da pernambucana Renata Pinheiro, a coprodução do Canal Brasil conquistou o Candango de melhor atriz coadjuvante e direção de arte no Festival de Brasília. A fértil cena musical de Recife é cenário para a história de Shelly (Nash Laila), uma jovem dançarina que sonha em tornar-se uma estrela do brega. Seu espelho é Jaqueline (Maeve Jinkings), companheira de banda e artista consagrada. O tom de brincadeira e dor de cotovelo das letras do estilo, acompanhadas de uma harmonia dançante e festiva, contrasta com as brigas, rivalidades e desilusões das personagens em um mundo em que sentimentos, valores e amizades são frequentemente descartados em busca do sucesso.

Sexta, dia 08/01, às 22h e segunda, dia 11/01, à meia-noite e quinze.

Revelando Sebastião Salgado (2013) (75’) Direção: Betse de Paula – Primeiro documentário brasileiro sobre um dos mais importantes e respeitados fotógrafos contemporâneos, reconhecido por seu estilo único, o longa tem como fio condutor uma entrevista concedida à diretora Betse de Paula, na qual Sebastião Salgado conta sua trajetória, desde a infância humilde na cidade onde nasceu – a pequena Aimorés, no interior de Minas Gerais – até ganhar o mundo. A obra é uma coprodução entre Canal Brasil, RioFilme e BPP Produções Audiovisuais. O relato, gravado no apartamento estúdio do artista em Paris, traz diversas etapas de seu processo criativo, abordando a preferência pelas imagens em preto e branco, a utilização da luz, a escolha dos temas, o engajamento em causas sociais e ecológicas, as viagens para lugares inóspitos do planeta por conta do projeto Gênesis, a transição para a máquina digital e, finalmente, como encara a notoriedade internacional.

Sexta, dia 15/01, às 22h e segunda, dia 18/01, à meia-noite e quinze.

Ó Paí, Ó (2007) (99’) Direção: Monique Gardenberg – Lázaro Ramos, Dira Paes, Wagner Moura e Stênio Garcia estão nessa comédia musical de Monique Gardenberg, que retrata o cotidiano dos moradores de um animado cortiço do Pelourinho no último dia de folia. Roque (Lázaro Ramos) é um artista versátil: pinta, compõe, canta e encanta quem o conhece. Sua vida pode tomar novos rumos, seja com o possível sucesso de sua música no Carnaval, seja com uma jogada feita com o malandro Boca (Wagner Moura) ou com uma nova paixão por Rosa (Emanuelle Araújo). Enquanto isso, seu Jerônimo (Stênio Garcia) procura dar um jeito na marginalidade; Psilene (Dira Paes) chega do exterior cheia de segredos; Reginaldo (Érico Brás) tenta fugir da marcação da ciumenta esposa, e Joana (Luciana Souza), a dona do cortiço, se esforça para criar seus filhos com rédeas curtas. 

Sexta, dia 22/01, às 22h e segunda, dia 25/01, à meia-noite e quinze.

Um Passaporte Húngaro (2001) (72’) Direção: Sandra Kogut – Coprodução franco-brasileira, o documentário de Sandra Kogut pesquisa a construção da identidade de um povo através de uma família dividida em dois mundos distintos. O filme busca descobrir a construção de uma identidade: os documentos, a memória, a família, um sobrenome, uma história, uma herança. O que significa hoje ser húngaro? E brasileiro? O que é uma nacionalidade? Neta de imigrantes judeus húngaros exilados no Brasil devido ao regime nazista, a diretora brasileira começa a redescobrir a história de sua família a partir do momento em que decide tirar um passaporte húngaro. Com sua câmera sempre a tiracolo, a cineasta registra a epopeia atravessada por qualquer solicitante nessa situação.

Sexta, dia 29/01, às 22h e segunda, dia 01/02, à meia-noite e quinze.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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