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Aquecimento Oscar 2016 - Os principais atores do ano participam de bate-papo sobre cinema, racismo e muito mais!

Os atores favoritos ao Oscar de 2016 falam sobre a diferença entre racismo e preconceito, compartilham histórias antigas, refletem sobre envelhecimento e muito mais!
Estamos nos aproximando do final do ano e isso significa que as apostas já estão sendo lançadas para os candidatos ao Oscar. A tradicional mesa redonda da THR (The Hollywood Reporter) é um dos termômetros da temporada. A publicação norte-americana reúne anualmente os principais atores, atrizes, diretores, roteiristas e produtores para um bate-papo muito descontraído e sem cortes.

Na edição 2015, Benicio Del Toro (Sicario), Mark Ruffalo (Spotlight), Michael Caine (Youth), Will Smith (Concussion), Samuel L. Jackson (Os Oito Odiados) e Joel Edgerton (Aliança do Crime) falam sobre racismo na indústria cinematográfica e dividem com o público algumas curiosidades bastante pessoais.


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Michael Caine, estrela de "Youth"
 

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O ator contou aos colegas o motivo que o levou a trabalhar com cineasta italiano Paolo Sorrentino. "Só descobri que havia assistido todos os filmes de Paolo até pesquisar sua obra. Meu agente disse que ele escreveu o papel para mim e se não aceitasse, o filme não seria realizado. Eu respondi: não se preocupe em enviar o roteiro, vou participar." 


Eventualmente Michael recebeu o script. "Eu li e achei fabuloso, mas o problema é que tenho 82 anos de idade e o filme é chamado Youth." - que em português significa juventude.
 

O ator ainda aproveitou para deixar seu conselho para jovens atores. "Eles buscam uma obra prima a cada filme. Vão em frente e façam acontecer. Se falhar, você ganha a experiência e o dinheiro."



Benicio Del Toro, estrela de "Sicario"


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Quando questionado sobre os métodos polêmicos de seu personagem Alejandro, Benicio foi rápido ao responder: "eu preciso entender o personagem, não preciso concordar com ele. E se você estiver com uma boa equipe, um bom diretor e atores que você respeita, então eu vou considerar fortemente esse filme."

Ele ainda revelou que entende a frustração de Alejandro, a raiva que ele carrega sobre o que aconteceu com sua família.

Benicio também conversou sobre preconceito em Hollywood. "Tudo o que você precisa fazer é ler a história. A história vai lhe informar tudo. Se você ler a história dos Estados Unidos, você sabe que existe preconceito, mas está evoluindo, está mudando."

Ele ainda dividiu uma história sobre quando veio aos Estados Unidos pela primeira vez para trabalhar como ator. Aparentemente, sugeriram que ele deveria mudar seu nome a fim de se distanciar de sua etnia. "Talvez que foi um dos maiores erros que eu já fiz", ele brinca, "não mudar o meu nome."




Joel Edgerton, estrela de "Aliança do Crime" (Black Mass)

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Durante o bate-papo, o ator abordou alguns momentos polêmicos sobre seu personagem. Ele explicou por que se recusou a passar tempo com o ex-agente do FBI que interpretou no filme: "John Connolly possui uma opinião muito específica dos acontecimentos e o filme está dizendo algo completamente diferente."

Joel revelou ao THR como se preparou para o papel: "Eu conversei com colegas de Connolly e encontrei vários vídeos dele." O ator também comentou que achou errado entrevistar John Connolly pessoalmente na prisão.

Neste ano, ele também foi responsável pela direção do thriller "The Gift", e comentou sobre a experiência. "Como ator, nós somos uma parte do relógio, mas como diretor eu me senti como o relojoeiro."




Mark Ruffalo, estrela de "Spotlight"

Mark Ruffalo revelou ao THR que passou muito tempo com os jornalistas do The Boston Globe durante a preparação para seu papel. "Por causa da natureza da história, porque é uma história de jornalismo, e porque estamos falando da vida de pessoas reais, as apostas são muito altas. Não há vítimas."

O ator ainda refletiu sobre o tempo que passou com a equipe Spotlight da The Boston Globe. "O que eu fiquei impressionado foi como essas pessoas são dedicadas e como suas vidas são realmente consumidas".

Ele ainda continuou elogiando os jornalistas: "Para sempre buscar a verdade e não deixar sua paixão superar a razão ou sua sensibilidade, isto é a integridade jornalística e uma disciplina que foi incrível de ver em ao vivo."



Will Smith, estrela de "Concussion"

Quando questionado sobre a autenticidade da história, o ator revelou que não teve nenhum contato com a NFL, pois o diretor do longa, Peter Landesman, era um repórter investigativo, ou seja, foi ele quem trabalhou com a história e quem fez a pesquisa.

Will ainda aproveitou a mesa redonda para revelar o motivo que o levou a rejeitar o convite de Quentin Tarantino para estrelar "Django Livre". "A única maneira que eu senti que poderia fazer esse filme, foi que tinha de ser uma história de amor, não uma história de vingança. Violência gera violência. Eu simplesmente não podia deixar a violência ser a resposta. O amor tinha que ser a resposta."

O ator também conversou sobre preconceito e racismo em Hollywood, começando primeiro a fazer uma importante distinção entre os dois. Ele diz, "Cada corpo tem suas experiências de vida que os fazem preferir uma coisa em detrimento de outra. Mas a ideia de racismo, há uma conotação de racismo de superioridade, que você sente que sua raça geralmente é superior."
 


Samuel L. Jackson, estrela de "Os Oito Odiados" (The Hateful Eight)
 

Além desta mais recente colaboração, Samuel e Quentin também já trabalharam em "Django Livre" e no clássico "Pulp Fiction". Segundo o ator, "Quentin ama filmes. Ele adora o processo, ele ama os atores, ele ama a equipe, ele ama tudo sobre a arte de fazer filmes, e quando você ama tudo isso, você se contagia com essa alegria."

Samuel também falou sobre sua amizade com o cineasta, que escreve papéis exclusivos para ele. Quando perguntado sobre a violência na obra de Tarantino, Jackson disse: "É um filme, não é vida. Eu gosto de história violentas, leio romances de espionagem e histórias de horror. Eu sempre gostei dessas coisas."  

O ator ainda dividiu com os participantes da mesa redonda um dos momentos mais engraçados de sua vida. Durante um show do Michael Jackson, alguém começou a citar o monólogo de seu personagem do filme "Pulp Fiction". Quando finalmente descobriu o autor da brincadeira, era ninguém menos que Marlon Brando. 





nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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