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Resenha: Katie Holmes vive uma justiceira doce e perigosa em "Miss Meadows"


Assista ao trailer de "Miss Meadows"
À primeira vista, Miss Meadows parece uma personagem de um filme da Disney: coberta de babados e estampas florais, ela sapateia na calçada interagindo com pequenos animais que encontra no caminho. Mas quando a doce professora é abordada por um indivíduo ameaçador, Meadows resolve a situação retirando o seu mini revólver da bolsa. 

Na verdade, Miss Meadows é uma espécie de justiceira. Ela assumiu a responsabilidade de defender sua comunidade contra os maníacos que estão ameaçando a paz do bairro. Meadows também corre perigo nas mãos do xerife local (James Badge Dale), que comanda uma investigação para descobrir a identidade dessa justiceira misteriosa.

A verdadeira referência para a criação da personagem é “Pulp Fiction” encontra “Mary Poppins”, mas “Miss Meadows” é o exemplo clássico de um filme onde o trailer é melhor. Mesmo com um grande potencial, não há estrutura para sustentar os hábitos ousados da personagem. Outro erro é a falta de experiência da direção, que não permitiu a evolução natural do enredo. 

Escrito e dirigido por Karen Leigh Hopkins (roteirista de “Lado a Lado” e “Minha Mãe Quer Que Eu Case”), “Miss Meadows” é o seu primeiro filme como diretora. O interesse do espectador desanda após 30 minutos, quando o filme começa a focar no romance entre Meadows e o xerife. A chegada de um vizinho ameaçador alimenta a esperança de um desfecho obscuro, mas termina com diálogos previsíveis entre os personagens.

Katie Holmes é uma atriz muito discreta, com aparência angelical, que ainda não recebeu um papel desafiador. “Miss Meadows” parecia ser a oportunidade que estava faltando Holmes decolar em Hollywood, mas faltou um pouco de comprometimento da atriz para vender essa premissa peculiar.

“Miss Meadows” é uma comédia de humor negro, mas o filme parece mal acabado. Sua transição para o suspense não foi realizada com sabedoria e faltou elementos para elevar a tensão da história. O grande trunfo estava em seu desfecho, mas o caminho adotadopor Hopkins resultou em um final de conto de fadas, onde os personagens vivem felizes para sempre. Insatisfação e decepção resumem muito bem o que senti ao assistir "Miss Meadows".  

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nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


1 comentário on “Resenha: Katie Holmes vive uma justiceira doce e perigosa em "Miss Meadows"

    1. Eu sou obrigado a discordar de vc Lynn , achei que a katie Holmes criou uma serial killer bem interessante . No melhor estilo Dexter Morgan a Miss Meadows atraia suas vitimas e as eliminava sem dó nem piedade numa tentativa insana de fazer o bem prevalecer sobre o mal.Dava pra ver a tristeza e a loucura no olhar da atriz .A sua personalidade incomum produzia algumas cenas cômicas bem boas . Na minha singela opinião Katie Holmes deu um show , quem ficou devendo um pouco foi Karen Leigh Hopkins que podia ter bolado um final mais violento e insano , menos irmãos Cohen e mais Tarantinesco.

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