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Leia a resenha de "As Duas Faces de Janeiro" (The Two Faces of January)

O lançamento do filme está previsto para 18 de dezembro no Brasil. Assista ao trailer aqui.
“As Duas Faces de Janeiro” marca a estreia de Hossein Amini na direção. O filme foi adaptado do romance de Patricia Highsmith (O Talentoso Ripley). Ambientado na Grécia, durante o ano de 1962, o filme é um suspense elegante, com um trio de atores talentosos e belas locações.

Tudo começa no Parthenon, quando um casal americano, Chester MacFarland (Viggo Mortensen) e Collete (Kirsten Dunst) encontra Rydal (Oscar Isaac), um vigarista que trabalha como guia turístico. Uma amizade floresce entre eles, mas é colocada em teste quando um assassinato acontece no hotel do casal, que decide fugir para Creta, e Rydal promete acompanhá-los na fuga.
O início do filme é intrigante, não perde tempo para apresentar os personagens principais e conseguiu manter a minha expectativa alta. Mas nem tudo são rosas em “As Duas Fases de Janeiro”. Não é preciso esperar muito para perceber que o filme é previsível e não sairá do lugar.  A história não cumpre com a sua promessa. A direção também não consegue convencer o espectador e manter a sensação de perigo constante no ar.
Antes de sentar na cadeira de diretor, Hossein Amini colaborou com o roteiro de diversos filmes em Hollywood. "Drive", "Branca de Neve e O Caçador" (Snow White and The Huntman), "47 Ronin - A Grande Batalha Samurai" (47 Ronin) e "Killshot - Tiro Certo" (Killshot) são alguns de seus principais trabalhos.

Um dos trunfos da direção são suas belas locações: Atenas, Creta e Istambul. Hossein Amini conseguiu capturar o espírito da década de 60 com maestria, foi digno dos visuais que tanto admiramos dos thrillers de Hitchcock. Você se sente inserido naquele lugar, com aquelas pessoas, naquela situação. Mesmo sabendo que Amini não acertou em cheio com “As Duas Faces de Janeiro”, vou ficar curiosa para ver seu próximo passo.
O trio de atores também chamou a minha atenção, mas faltou um pouco de química entre eles. Não vou negar que fiquei surpresa ao ver Viggo Mortensen neste papel, na minha cabeça ele deveria interpretar personagens mais ousados, mas Mortensen é o tipo de ator incapaz de entregar uma atuação duvidosa.
A Collete de Kirsten Dunst é doce, mas é Oscar Isaac quem rouba a cena com Rydal. Seu personagem é aparentemente inocente e deixa o espectador imaginando os seus crimes. Isaac e Mortensen trabalharam muito bem durante o terceiro ato do filme, com destaque para uma cena, de pura tensão, onde seus personagens estão em uma alfândega e precisam se unir para chegar até o destino final.
“As Duas Faces de Janeiro” não deixa de ser um filme interessante, sobre o jogo de poder entre dois homens de gerações diferentes, mas ele não chega a lugar algum. Com alguns momentos de tensão, belos cenários e pequenas homenagens ao mestre do suspense, a trama não consegue seduzir o espectador por muito tempo.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


1 comentário on “Leia a resenha de "As Duas Faces de Janeiro" (The Two Faces of January)

    1. Adorei o filme e a relação inusitada e nada clichê que esse triângulo amoroso adota.

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