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Crítica: Chef (2014)



Não veja o filme de barriga vazia! “Chef” celebra a paixão pela culinária e promove a importância da amizade e do amor em família.
“Chef” marca o retorno de Jon Favreau ao cinema independente. Após dirigir uma série de blockbusters (Homem de Ferro e Cowboys e Aliens), Favreau demonstrou o seu desgaste rejeitando a oferta para dirigir o terceiro longa da franquia “Homem de Ferro” (Iron Man).

Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl decide comprar um food truck e finalmente colocar em prática sua paixão pela culinária. Cozinhando ao lado das pessoas que ama, Carl passa com seu restaurante ambulante, El Jefe, por cidades que são ícones da gastronomia, redescobrindo o amor e o entusiasmo pela vida. Veja o trailer do filme aqui!

“Chef” proporciona uma experiência agradável e leva o espectador em uma viagem gastronômica pelos Estados Unidos. Sem grandes pretensões, o filme é uma comédia simpática, charmosa e possui um elenco engajado, que realiza participações pontuais ao decorrer de seus 114 minutos.

A alma do filme está ligada diretamente ao desempenho do protagonista. Quem conhece um pouco sobre a trajetória de Jon Favreau fica com a impressão que o seu chef, cheio de altos e baixos, representa a sua própria carreira no cinema. É inevitável fazer comparações entre Favreau e Carl. Ele emprestou sua personalidade ao personagem, mas também realizou o trabalho mais agradável de toda a sua carreira.

“Chef” é um respiro na carreira desse diretor, acostumado a trabalhar em grandes estúdios, com efeitos especiais mirabolantes e orçamentos gigantes. Favreau trocou tudo isso para realizar uma comédia pé no chão, ao lado das pessoas que gosta. Ele também trabalha a sua frustração com o mundo atual, ou seja, a necessidade de surpreender sempre, o impacto das redes sociais e a intolerância em relação ao fracasso.

Os amantes da culinária deverão apreciar o esforço da equipe técnica em capturar imagens sofisticadas e muito apetitosas, por isso, não vá ao cinema com fome. Mas como nenhum filme consegue disfarçar suas falhas por muito tempo, a narrativa decepcionou em alguns momentos.

Não vou negar que “Chef” apresenta alguns clichês do gênero e certamente muitos vão torcer o nariz ao assistir o filme. Mesmo se a experiência não foi das melhores para você, a intenção de Jon Favreau sempre ficou bem clara. Em nenhum momento ele tentou enganar o espectador, Favreau quis realizar um projeto divertido, com pessoas parceiras e explorar a sua paixão pela culinária.

A viagem gastronômica rendeu alguns momentos envolventes ao retratar o relacionamento entre pai e filho. A dinâmica entre colegas também é um plano de fundo importante em “Chef”. John Leguizamo demonstrou muita sintonia ao lado de Favreau e ficou evidente o clima de conforto que cercou as gravações.

O elenco teve a oportunidade de abrir asas e improvisar. Robert Downey Jr. quase roubou o show na pele de um investidor que consegue discutir diversos assuntos em um único diálogo. Emjay Anthony também adicionou carisma ao interpretar o filho em busca de um relacionamento melhor com o pai.

Jon Favreau foi muito esperto na escalação do elenco: Scarlett Johansson, Bobby Cannavale, Dustin Hoffman, Oliver Platt e Sofia Vergara realizam pequenas participações e demonstram o esforço de Favreau em tornar o seu filme mais atraente perante o público.

Dividido em três atos, “Chef” possui um ritmo sereno. Por isso, cuidado para não se irritar com o tempo das passagens na história. Após o fim da viagem (Miami-Nova Orleans-Austin), a parada final de “Chef” não poderia ser mais previsível. Mas esse road-movie é uma boa opção para aqueles que procuram entretenimento nos cinemas. 

Veja o trailer do filme aqui!



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


3 comentários on “Crítica: Chef (2014)

    1. Jon Favreau, diretor de Iron Man (1 e 2), atua, escreve e dirige esta comédia (?) sobre um chef que precisa recomeçar a carreira e consertar a vida. O elenco de estrelas (mesmo que em pontas) está sólido, sem grandes destaques. Algumas soluções do roteiro são questionáveis e pelo menos uma cena é totalmente dispensável para a história. Vale pelos takes da comida em cores vívidas que te fazem babar, por um trecho 'road movie' e claro, por Scarlet Johansson e Sofia Vergara. Ah, tem Dustin Hoffmann e Robert Downey também.

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    2. Eu tb gostei mais q desgostei. Um abs!

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    3. Filme super gostoso de assistir. Sem megalomanias americanas. Sou descompromissada com grandes produções ou sucessos de críticas. Assisto e re-assisto os filmes leves e divertidos, com ou sem lições. Gostosa é a perspectiva que o filme passa, sem heroísmos, de que se pode começar novamente com dedicação e simplicidade.

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