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Crítica: Adeus, Minha Rainha (Les adieux à la reine - 2012)

Poster - Adeus, minha rainha - filme.jpg 
Dirigido por Benoît Jacquot, “Adeus, minha rainha” (Les adieux à la reine) explora os sentimentos mais íntimos de Maria Antonieta e suas admiradoras. A história do filme, que é ambientada em 1789, é vista através dos olhos atentos de Sidonie, uma plebéia a serviço da rainha. Sidonie possui passe livre pelas portas de Versailles e consegue assistir, em primeira mão, aos momentos de angustia e medo vivenciados por quem freqüenta o palácio. Em meio de toda a turbulência, também se encontra Gabrielle de Polignac, a melhor amiga e confidente de Maria Antonieta.

Benoît Jacquot teve o privilégio de rodar “Adeus, minha rainha” dentro do Palácio de Versailles. Ao lado de seu diretor de fotografia, Romain Winding, o cineasta francês trouxe uma sensação de intimidade e veracidade para as cenas que retratam o caos que dominou os corredores do palácio. Regado à luz de velas e com figurinos exuberantes, “Adeus, minha rainha” se desenvolve lentamente, com uma tensão crescente em torno dos últimos dias da luxuosa monarquia francesa. 

Crítica - Adeus, minha rainha (Farewell, My Queen).jpg“Adeus, minha rainha” traz uma Maria Antonieta madura, diferente da versão dirigida por Sofia Coppola. Diane Kruger entregou, possivelmente, a melhor atuação de toda sua carreira no cinema e provou que foi a escolha ideal para o papel. Com uma aparência frágil e angustiada, as manias e comportamentos impulsivos de Maria Antonieta são compreendidos por toda a corte. 

O espectador consegue criar uma enorme simpatia com a personagem e, também, se emociona junto com o desespero de todos que habitam o palácio. Outro trunfo do filme foi a escalação de Léa Seydoux, que através de seus olhares conduz grande parte da trama. Sua personagem narra com muita curiosidade os bastidores de todo o acontecimento e nunca põe em cheque sua fidelidade à rainha. Mesmo sabendo como o filme vai terminar, o espectador se sente atraído pelo desfecho e pelos momentos finais, vividos entres as inúmeras paredes do palácio mais luxuoso da França.

“Adeus, minha rainha” possui um forte apelo universal e retrata a Revolução Francesa de maneira única, sem derramar gotas de sangue. O filme é uma verdadeira análise sobre a fragilidade das instituições humanas. Em nenhum momento, o filme trata quem viveu no Palácio de Versailles como vítimas ou vilões, ele apenas cumpre a função de absolvê-las de olhares preconceituosos.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


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