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Crítica: "Sombras da Noite" (Dark Shadows - 2012)


Tim Burton pega carona na onda de contos vampirescos em “Sombras da Noite”, filme que marca a sua 8ª parceria com Johnny Depp no cinema.

Com uma personalidade tão enigmática quanto seus filmes, Tim Burton tornou-se referência no cinema internacional por dirigir projetos carregados de elementos góticos. Todas as características que fazem um filme de Tim Burton ser reconhecido, à quilômetros de distância, pelo espectador estão presentes em “Sombras da Noite” – elenco familiar, rostos pálidos, figurinos exuberantes, criaturas do submundo e a obsessão do diretor em quebrar as normas suburbanas.  

Tim Burton presta uma homenagem ao seriado cult, da televisão norte-americana, por qual ele, Johnny Depp e Michelle Pfeiffer eram fãs. A série foi originalmente escrita por Dan Curtis e trazia Jonathan Frid no papel de Barnabas Collins. A adaptação para o cinema foi escrita por Seth Grahame-Smith, também responsável pelo roteiro de “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”.

“Sombras da Noite” inicia no ano de 1752, quando a família Collins deixa a Inglaterra para fundar a cidade americana de Colinsport. Mas a distância não foi o suficiente para escapar da misteriosa maldição que atormenta a família. Barnabas (Johnny Depp) tem o mundo aos seus pés, é dono de uma bela mansão e uma figura que simboliza respeito e poder na cidade. Mas ele não imaginava que seu breve envolvimento amoroso com Angelique (Eva Green) iria condená-lo a dois séculos de reclusão.

Angelique é uma bruxa obsecada em ganhar o amor de Barnabas e após ser rejeitada por ele, decide colocar toda a cidade contra a família Collins, transformando Barnabas em um vampiro. Após ser enterrado vivo, com o consentimento dos habitantes da cidade, Barnabas é indevidamente libertado do túmulo durante a década de 70 e descobre que os negócios da família foram levados à ruína.

“Sombras da Noite” possui seus altos e baixos. Embalado por uma trilha-sonora divertida, o roteiro de Seth Grahame-Smith não apresenta uma história coerente, personagens cativantes e idéias ousadas. Apesar das leves pitadas de humor, o filme caminha para um destino previsível e atinge uma legião de espectadores que procura um filme para assistir com a família. Tim Burton parece anestesiar os minutos finais na tentativa de atingir um público maior e um resultado mais lucrativo nas bilheterias internacionais.

Johnny Depp protagoniza seu oitavo filme com Tim Burton, acompanhado pelas atrizes Eva Green, Helena Bonham Carter, Bella Heathcote, Chloë Moretz e Michelle Pfeiffer. Barnabas Collins foi um dos personagens menos ousados da parceria entre Johnny Depp e Tim Burton, mas a caracterização e o timing dos diálogos do vampiro foram trabalhados com perfeição por Johnny Depp.

O grande destaque do filme é a performance de Eva Green. Angelique conquista a simpatia do espectador com um senso de humor que ofusca a presença de Johnny Depp nas cenas em que estão juntos. Eva Green foi espontânea e demonstrou muito entusiasmo ao fazer parte da família Tim Burton, característica que não foi percebida no restante do elenco.

O roteiro previsível de Seth Grahame-Smith prejudicou o desenvolvimento dos personagens. Helena Bonham Carter, esposa de Tim Burton e figura excêntrica, teve sua participação resumida em "Sombras da Noite" com uma personagem cheia de atitude, porém irrelevante. Michelle Pfeiffer teve a pior atuação de todo o filme, a atriz esbanjou desânimo e tédio, provando que não foi seu trabalho mais inspirador.  

Longe de ser um fracasso, “Sombras da Noite” é inegavelmente divertido e promete seduzir o espectador com a misteriosa saga de Barnabas Collins. Mas, durante seus 112 minutos de duração, o filme não entrega o nível de profundidade, suspense e ousadia que esperamos de qualquer filme dirigido por  Tim Burton.

Leia a resenha completa no site da obvious magazine



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


4 comentários on “Crítica: "Sombras da Noite" (Dark Shadows - 2012)

    1. Eu tive essa impressão quando assisti esse filme! É apenas um filme para total arrebanhamento de expectadores, sua função é a diversão pura e simplesmente. Apesar de Tim Burton ter errado a mão, continuei gostando da história de ver Johnny Depp mais uma vez incorporando uma personagem excêntrica.

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    2. Quero muito ver esse filme.....mesmo sabendo que não foi tão bem apreciado pela maioria do público. Sou fã dessa dupla.

      Sobre Selton Mello.....é verdade, tem aparecido em tudo o que é filme nacional. Mas, ainda tem crédito.....apesar de algumas falhas. kkk

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    3. Ri muito com Jhonny nesse filme, Ficou parecendo uma caricatura do Michael Jackson, mas com o vozeirão grave kkkkk.
      Muito Comédia o Filme, vale a pena.

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