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Crítica: "A Delicadeza do Amor" (La délicatesse - 2011)

Audrey Tautou esbanja charme em mais uma comédia romântica francesa.
Após o grande sucesso de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, Audrey Tautou tornou-se a estrela mais requisitada do cinema francês, e uma das rainhas das comédias românticas. “A Delicadeza do Amor” (La délicatesse), foi lançado nos cinemas brasileiros em maio de 2012 e arrancou suspiros dos espectadores mais apaixonados.

Em “A Delicadeza do Amor”, Nathalie (Audrey Tautou) é uma jovem viúva que perde o marido em um atropelamento. Dois anos após a tragédia, ela continua em luto e com dificuldades para se relacionar com outros homens, sua única motivação é o trabalho. Apesar das investidas constantes do chefe, Nathalie acaba vivendo um romance no trabalho com Markus (François Damiens), um sueco, desajeitado, careca e completamente esquecido pelos colegas. Seu estranho relacionamento começa a ganhar espaço na tela à medida que as pessoas em volta de Nathalie desaprovam Markus.

“A Delicadeza do Amor” marca a estreia dos irmãos David e Stéphane Foenkinos na direção. O filme é baseado em um romance também escrito por David Foenkinos. É possível perceber algumas oscilações, como a mudança de tom ao apresentar a segunda fase da vida de Nathalie, e também seu romance com Markus. No início, o filme é dominado pela tristeza da personagem principal. Sem nenhuma explicação começamos a mergulhar em um universo mágico à medida que Markus conquista a atenção de Nathalie.

Apesar de um desfecho previsível, o filme encanta pela sutileza injetada em cada cena - é um verdadeiro soufflé. Os críticos estão certos quando dizem que “A Delicadeza do Amor” também é frágil, mas o filme consegue criar um vínculo com o espectador ao introduzir pitadas de humor com a chegada de Markus. Um dos melhores momentos do filme é quando Markus desaparece ao perceber que está apaixonado pela personagem principal.

Os diretores tiveram muita sorte ao contar com o cenário mais romântico do mundo: Paris. As luzes da cidade, as pontes, as cafeterias, e os restaurantes exibidos no filme, deixam cada cena mais especial. Outro detalhe importante é a clara referência ao ambiente de trabalho do seriado "Mad Men", das roupas dos funcionários ao chefão abusado - interpretado por Bruno Todeschini.

O maior acerto do filme é a interpretação da dupla de  protagonistas. Audrey Tautou foi a escolha perfeita para o papel, ela é uma das poucas atrizes do cinema atual capaz de interpretar uma personagem que encanta através de seus defeitos. Enquanto isso, François Damiens abraçou completamente a estranheza de Markus. Mesmo com a ausência de uma química contagiante entre os personagens, são suas belas performances que vendem o desfecho previsível do filme.

“A Delicadeza do Amor” é sustentado pela própria sinceridade. O filme possui altos e baixos, e ainda transmite uma vaga sensação de déjà vu, mas nunca perde o charme. É a verdadeira prova que essa estranha história de amor não deve ser subestimada. Vale a pena conferir!



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


3 comentários on “Crítica: "A Delicadeza do Amor" (La délicatesse - 2011)

    1. Estou curioso pra ver, gosto d histórias que nos cativam pela sua sutileza... parabéns pela ótima resenha!

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    2. Seu pequeno comentário sobre a sensação de deja vu foi perfeito. Foi a sensação que tive tb, mas não enquanto uma repetição ruim, foi uma repetição e algumas homenagens (achei que eram ao menos) até bem bonitas.

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