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Crítica: The Debt (No limite da mentira - 2010)

Remake da produção israelita “Ha-Hov”, o filme dirigido por John Madden circula pelos limites de uma simples história de heroísmo e a sombra que ela pode causar na vida das pessoas envolvidas. Escrito por Matthew Vaughn, Jane Goldman e Peter Straughan, “No Limite da Mentira” viaja entre dois períodos de tempo, com um suspense crescente envolvendo a delicada operação da Mossad na Alemanha, dividida após a 2ª Guerra Mundial.

"No Limite da Mentira" é um thriller de espionagem embalado por uma trama israelo-nazista sobre três agentes secretos da Mossad: Rachel (Helen Mirren), Stefan (Tom Wilkinson) e David (Ciarán Hinds). Aposentados e venerados por décadas pelo serviço prestado ao seu país, eles são atingidos por uma notícia pertubadora envolvendo uma antiga missão. Em 1965, Rachel (Jessica Chastain), Stefan (Marton Csokas) e David (Sam Worthington) receberam a difícil tarefa de rastrear Vogel (Jesper Christensen), um famoso criminoso nazista que vivia na Berlim Oriental. 


Helen Mirren e Jessica Chastain interpretam o mesmo papel com muita dedicação. Rachel é uma mulher misteriosa, dividida entre dois dilemas: sua família e uma verdade ainda não revelada. O talento de ambas as atrizes é indiscutível, Helen Mirren é dona de uma brilhante carreira cinematográfica e pode facilmente ser considerada a grande competição de Meryl Streep no título de melhor atriz da atualidade. Enquanto, Jessica Chastain pode ser considerada a grande revelação feminina de 2011. Em “No Limite da Mentira”, elas carregam elegantemente uma trama de suspense e entregam performances envolventes.

A presença masculina do filme é representada pelos atores Marton Csokas, Tom Wilkinson, Sam Worthington, Ciarán Hinds e Jesper Christensen. O filme é composto por um elenco renomado, que mantêm a sua mente girando através de uma história movida por mistério e decepção. O destaque na categoria masculina vai para o ator dinamarquês Jesper Christensen. Sua performance no papel do inescrupuloso Dr. Vogel, famoso por experimentos absurdos durante a 2ª Guerra Mundial, causou uma virada surpreendente no desfecho desse primoroso thriller pós-guerra.

O cineasta britânico John Madden (Shakespeare Apaixonado) provou ser a escolha ideal para dirigir esse conceituado remake de “Ha-Hov”, filme lançado em 2007. A maior parte do filme é ambientada dentro de um pequeno apartamento em Berlim, refletindo a sensação de claustrofobia e angústia dos personagens principais. Também é possível perceber a dedicação do diretor em relacionar “No Limite da Mentira” com os suspenses de Roman Polanski, onde o apartamento é sempre o cenário principal da trama.

“No Limite da Mentira” é um suspense instigante com cenas de ação que relembra o melhor do estilo da trilogia “A Identidade Bourne”, uma ótima alternativa para quem realmente é fã do gênero.

A resenha de "No Limite da Mentira" também está disponível no site da obvious magazine



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


1 comentário on “Crítica: The Debt (No limite da mentira - 2010)

    1. Vi esse filme a pouco tempo. Esperava um pouco mais, mas ainda assim gostei Chastain é uma grande atriz e rouba a cena. Grande abraço.

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