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Crítica: "Haywire" (À Toda Prova - 2011)

Após "Contagion" e uma ameaça de aposentadoria, o cineasta Steven Soderbergh inicia 2012 com um lançamento: o thriller de espionagem "Haywire". O filme narra a história de uma ex-oficial de operações especiais, Mallory Kane (Gina Carano). Ela trabalha para um grupo privado de ações militares, mas é traída por um integrante da sua própria equipe e agora busca vingança.

Com um elenco renomado e uma ex-lutadora de muay thai como protagonista, "Haywire" falha em impressionar o espectador ao apresentar uma trama enrolada. Filmes de ação com agentes traídos buscando vingança sempre chamam a nossa atenção, mas esse tema vem sendo trabalhado com muita frequência no cinema e está cada vez mais difícil inovar dentro do gênero.


"Haywire" tem apenas 93 minutos de duração e apresenta um começo promissor. O roteiro escrito por Lem Dobbs é raso e mal resolvido, principalmente ao frustrar o espectador com um desfecho decepcionante e também, ao desperdiçar um elenco de apoio fantástico: Ewan McGregor, Antonio Banderas, Michael Fassbender, Channing Tatum e Michael Douglas. Os personagens não foram bem desenvolvidos e isso deveria ser um crime cinematográfico considerando o potencial dos atores escalados.

É sempre interessante ver uma personagem feminina arrasando na telona e neste caso, Gina Carano não decepciona. Ela provou ser competente e muito badass ao estrelar cenas de ação bem realistas. Apesar de sua pequena participação, o personagem de Michael Fassbender eleva o nível de tensão da trama, resultando na sequência de ação mais calorosa do filme.


Apesar de Steven Soderbergh não ter filmes de ação na sua filmografia, o cineasta demonstrou muita competência em "Haywire". A sua direção foi certeira e soube valorizar as cenas de ação, brincando com movimentos mais lentos e sons modificados. A trilha sonora é impecável e grande aliada na direção de Soderbergh, que sabe escolher como ninguém o que funciona em seus filmes.

"Haywire" é uma boa opção para quem procura um filme de espionagem. Já quem é fã do gênero, deverá se sentir decepcionado com  o roteiro e a falta de envolvimento desse grande elenco, mas Gina Carano consegue dominar o filme e entrega bons momentos de pura ação.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


2 comentários on “Crítica: "Haywire" (À Toda Prova - 2011)

    1. Ele deve ser muito gente boa, né?! Dinheiro não tem, e consegue sempre uns elencos sensacionais. Acho um diretor competente, nada mais. Esse filme, em especial, estou muito ansioso pra assistir, pelas críticas internacionais!

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    2. De certa forma alguns filmes de Soderbergh como "Traffic", "Contágio", "Onze Homens e um segredo" e esse "Haywire" são verdadeiros defiles de rostos reconhecíveis, algo como um "Noite de ano novo" com qualidade. Concordo que o roteiro é o básico do básico, mas o diretor opta por um tom mais minimalista ao invés das explosões e cenas incríveis recorrentes no gênero, vide James Bond, Bourne e M:I. E o verdadeiro diferencial é o uso de um protagonista "não-ator" que se sai extremamente bem em sua estreia nas telas, se encaixando mais nas necessidades do personagem do que talvez qualquer verdadeira atriz, algo que Soderbergh já havia feito em "CONfissões de uma garota de programa".

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