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Crítica: "The Descendants" (Os Descendentes - 2011)

Após sete anos longe do cinema, o diretor Alexander Payne volta à telona com o drama "The Descendants". O filme narra a história de uma familia, que enfrenta problemas no paraíso após um grave acidente com a mãe. 

George Clooney interpreta Matt King, um pai e marido que sempre se dedicou ao trabalho e agora precisa encarar essa tragédia familiar, que acaba se tornando mais complicada do que ele imaginava. Em paralelo, Matt e toda sua família estão em negociações para vender um nobre terreno, herdado por seus antepassados e descendentes da elite havaiana.

Alexander Payne gosta de explorar as fraquezas humanas em seus projetos, onde  o fator  comédia sempre esteve presente para transformar o filme em uma experiência cada vez mais rara no cinema hollywoodiano. Essa característica também pode ser vista nos filmes "Election" e "Sideways".

O roteiro é baseado na obra de Kaui Hart Hemmings e foi adaptado por Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash. A história se desenvolve naturalmente, refletindo na atuação do elenco. É impossível não se identificar com as emoções vividas pelos personagens, que conquista o espectador desde o início do filme. Os diálogos entre George Clooney e Shailene Woodley divertem e rendem grandes momentos ao retratar a cumplicidade entre pai e filha.

George Clooney está em uma seqüência de bons trabalhos e sua atuação em "The Descendants" é considerada, pela crítica, como a melhor de sua carreira. Seu personagem está presente em todas as cenas, arrancando boas risadas e lágrimas do espectador, com uma performance inédita e vulnerável. Apesar de ser famoso por personagens que esbanjam charme e confiança, é muito bom ver Clooney fora da sua zona de conforto, em um papel mais sensível. Tudo indica que a disputa do Oscar de Melhor Ator em 2012 passará pelas mãos de George Clooney. 

Apesar do pequeno elenco, Shailene Woodley e Amara Miller dão um show no papel das duas filhas de Clooney e são as grandes revelações do filme. Já Woodley, merece uma menção especial. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, ela divide cenas com George Clooney e consegue deixar a sua marca em cada uma delas.

Resumindo, "The Descendants" é um filme modesto e encantador. Com um cenário paradisíaco, elenco afiado, roteiro cativante e uma trilha sonora adorável composta por músicas tradicionais havaianas, "The Descendants" é o tipo de filme que você não quer que termine.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


5 comentários on “Crítica: "The Descendants" (Os Descendentes - 2011)

    1. Quero ver! As críticas estão sendo muito positivas...Segunda feira tem a pré em Salvador!

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    2. Oba, mais uma crítica positiva!

      Confesso que a princípio não me interessei muito pelo filme, mas diante de tantos elogios já não vejo a hora de poder assisti-lo.

      Beijos!

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    3. Todo mundo só falando bem desse filme.
      Tô louco pra assistir :D

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    4. poxa! eu vi o trailer estes dias e achei bacana, mas não aquele filmão. Agora que a Diva ta escrevendo uma boa crítica, acho que vale a pena ver, confio no seu gosto e bom senso.

      vamos lá assistir.

      Beijo

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    5. Só posso dizer que este ano pelo vai ser renhido entregar o oscar a pelo menos 4 filmes, dos nomeados; O Artista, Os Descendentes, As Serviçais e Midnight in Paris.

      Ainda falta-me ver 4 dos nomeados.

      Em relação a este Os Descendentes foi uma grande surpresa para mim.
      A minha resenha no meu blog:

      http://silenciosquefalam.blogspot.com/2012/02/filme-os-descendentes-descendants-2011.html

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