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Crítica: "Jane Eyre" (2011)

A história de Jane Eyre já rendeu algumas produções televisivas e cinematográficas. A versão lançada em 1944 foi a mais prestigiada até então, com Joan Fontaine e Orson Welles nos papéis principais. O clássico de Charlotte Brontë narra a história de uma jovem que tenta esquecer um passado doloroso. Como governanta, Jane Eyre consegue um trabalho na reclusa mansão de Thornfield e conquista o coração do misterioso Mr. Rochester. Mas sua felicidade é ameaçada ao perceber que ele esconde um grande segredo.

“Jane Eyre” é um filme que trabalha os ideais de lealdade e amizade dentro de uma atmosfera gótica, criada com maestria por Cary Fukunaga. Inicialmente, Ellen Page foi escalada para a nova versão de Jane Eyre, mas Mia Wasikowska ganhou o papel principal e, ao lado de Michael Fassbender, vive um romance intemporal.

O perfeito casamento entre a direção e roteiro originou uma versão moderna e extremamente envolvente, com o melhor da obra de Charlotte Brontë. A adaptação do roteiro para o cinema foi realizada por Moira Buffini, que adotou uma narrativa em flashback para elevar o nível de intriga na relação de Jane Eyre e Mr. Rochester.

O filme beira entre a fantasia e o épico, com cenas pitorescas e de pura elegância, capturadas pelas lentes de Cary Fukunaga (conhecido internacionalmente pela direção do mexicano “Sin Nombre”). Sempre atento aos detalhes clássicos da obra, o cineasta conseguiu transmitir a sensação de isolamento e mistério que a trama exige. Os cenários presentes no filme são enigmáticos e falam por si. Cary Fukunaga utilizou, em muitas cenas, uma iluminação à base de velas para imprimir características góticas da sociedade inglesa victoriana.

Mia Wasikowska & Michael Fassbender interpretam brilhantemente o roteiro adaptado por Moira Buffini. Jane Eyre se considera simples e pequena, mas a australiana Mia Wasikowska provou o contrário. A atriz brilhou na pele de Jane Eyre, lançando olhares constantes de desespero e discórdia ao espectador. Já Michael Fassbender apresenta um Mr. Rochester conturbado e selvagem, que encanta com um talento dramático incontestável.

Com o melhor figurino da última temporada do cinema e um elenco espetacular (Mia Wasikowska, Michael Fassbender, Judi Dench, Sally Hawkins e Jamie Bell), “Jane Eyre” é um manual de como uma obra da literatura clássica deve ser adaptada para o cinema. 

Leia a crítica completa no site da obvious magazine

Assista abaixo um clipe do filme - "Jane Eyre" (2011)



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


4 comentários on “Crítica: "Jane Eyre" (2011)

    1. Fassbender e Wasikowska ainda vão crescer e demonstram um sucesso grande, concordo contigo nisso. Jane Eyre está na minha lista desde maio, e até agora não encontrei o filme. Mas continuo na procura, hehe.
      Abraços.

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    2. Agora eu quero ver! Não estava botando muita fé neste filme, mas depois dessa crítica... Irer ver assim que possível :)

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    3. Gostei bastante da crítica. Também apreciei bastante o filme e concordo com a maioria do que foi escrito.

      Cumprimentos,
      Aníbal Santiago (http://bogiecinema.blogspot.com/)

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    4. O filme é realmente lindo! Juntamente com a versão de 1944 representou brilhantemente a obra clássica de Charlotte Brontë, um clássico.

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