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Crítica: "Hanna" (2011)

“Hanna” foi um dos filmes mais aguardados de 2011 e teve sua estréia no Brasil em 27 de maio. O longa foi dirigido por Joe Wright, o mesmo de “Pride & Prejudice” (Orgulho & Preconceito) e “Atonement” (Desejo & Reparação).
 
A história do filme é sobre uma menina de 16 anos (Saoirse Ronan), que vive em uma floresta da Finlândia, onde foi treinada pelo seu pai (Eric Bana) para ser nada mais que uma máquina mortífera. Em busca de vingança, Hanna entra em uma missão, à pedido do pai, e acaba descobrindo a verdade sobre sua origem.

Para falar a verdade, “Hanna” não superou as expectativas do público e da crítica, mas com uma direção apurada, uma estética visual moderna e com a poderosa interpretação de Saoirse Ronan, o filme atingiu resultados bem interessantes.

O enredo do filme tem uma proposta intrigante, mas ele não consegue surpreender e nem conquistar a atenção do espectador. Mas “Hanna” é um filme de poucas palavras e grandes imagens. O destaque do filme foi a direção de Joe Wright. Sou fã do cineasta desde "Orgulho & Preconceito", mas nunca imaginei vê-lo na direção de um suspense. Joe Wright provou ser um diretor ainda mais grandioso e imprevisível. Lógico que “Hanna” não foi o melhor trabalho de Joe Wright até hoje, mas o cineasta mostrou sua versatilidade ao público e crítica com um filme recheado de cenas de ação.

O filme tem um visual tipicamente europeu, o que pode lembrar do recente “The American” (Um Homem Misterioso). Mas ao contrário do filme estrelado por George Clooney, a direção de “Hanna” imprime a sensação frenética e desequilibrada que o roteiro nem sempre consegue transmitir. Joe Wright acertou em cheio ao abusar de seqüências absurdas e pouco realistas para manter os espectadores intrigados. Não posso tirar os méritos da trilha sonora de “Hanna”, que também contribuiu com a direção do filme.

Outro destaque de "Hanna" foi a poderosa atuação de Saoirse Ronan, uma das principais atrizes dessa nova geração do cinema. Imagino que esta personagem foi um grande desafio para Ronan, principalmente pela demanda física. Mas com um visual estranho e com uma interpretação fria e calculista, a atriz carregou o filme nas costas.

Para finalizar, o elenco de “Hanna” também conta com as presenças de Cate Blanchett, Eric Bana e Olivia Williams. Infelizmente, o roteiro não abriu muito espaço para esses atores desenvolverem seus personagens com mais precisão, o que resultou em atuações não memoráveis.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


3 comentários on “Crítica: "Hanna" (2011)

    1. Ah, já estava louco pra ver... Agora então, nem se fale!

      Sei que não é uma obra-prima, mas estou muito curioso. Acho que não irei me decepcionar!

      Abs.

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    2. muito bacana seu blog!! já estou seguindo! tô curiosa também pra ver esse filme,ainda não conheço o trabalho dessa atriz. pena que a cate não tem uma participação maior,eu adoro ela. grande abraço.se puder,dá uma conferida nesse blog:
      http://thecinefileblog.blogspot.com/
      é muito bacana também e eu recomendo.=D

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    3. Ainda não vi, mas está na minha lista. Vejo tudo com a Cate Blanchett.
      Abração

      O Falcão Maltês

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