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Crítica - O Discurso do Rei (The King's Speech - 2010)

SINOPSE: O rei George VI da Inglaterra enfrenta um problema desde criança, ele é gago. Após procurar uma série de médicos, George ainda não conseguiu resultados positivos em seus discursos e na vida pessoal. Com o apoio de sua esposa, Elizabeth, o terapeuta Lionel Logue se prontifica em ajudar o rei com métodos pouco convencionais. O terapeuta se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, tornando-se amigo de George e construindo sua auto-estima para o caminho que está prestes a percorrer como o novo Rei da Inglaterra.  

"O Discurso do Rei" é uma produção britânica, dirigida por Tom Hooper e protagonizada por Colin Firth, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush. Para muitos, o nome de Hooper não era familiar até a estréia do filme no TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto), em 2010. Tom Hooper dirigiu algumas mini-séries para a televisão (John Adams) e filmes ingleses como “The Damned United". Em "O Discurso do Rei", Tom Hooper realizou seu melhor trabalho no cinema. Seu filme é inspirador e cria um clima de tensão à espera do discurso do rei da Inglaterra. A prova do grande trabalho do cineasta foi sua vitória inesperada no Director's Guild of America.

Sempre fui fã de biografias e "O Discurso do Rei" tem um roteiro original maravilhoso, escrito por David Seidler. Os grandes diálogos destacam a bela amizade entre os personagens de Colin Firth e Geofferey Rush. Essa aproximação entre um rei e um mero terapeuta é improvável de assistir na vida real e se o filme não fosse uma biografia, muitos espectadores poderiam pensar que a história era pura ficção produzida pelo cinema. Depois de todas as críticas positivas e da sua vitória no TIFF, "O Discurso do Rei" tornou-se um must see do ano para todos os fãs de Colin Firth e do cinema britânico. O filme consegue envolver o espectador com uma história divertida e acolhedora, belos cenários e uma trilha sonora espetacular de Alexandre Desplat.

"O Discurso do Rei" pode ser considerado como um filme motivacional. É complicado colocar rótulos, mas foi essa sensação que o filme transmitiu com a mistura perfeita de drama e comédia, que te emociona e te diverte ao longo da história. Sem querer, o espectador se envolve no dilema do personagem principal e começa a torcer por sua superação. Aqui entra a formidável atuação de Colin Firth, que recebeu sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator. Depois de seu ótimo trabalho em “A Single Man”, Firth retorna para a categoria ao lado de Jeff Bridges.

Também é preciso destacar o trabalho do ilustre Geoffrey Rush, um ator pouco lembrado, mas que sempre tem grandes performances, principalmente em filmes de época. Pode-se dizer que o gênero se tornou uma especialidade para o ator de origem australiana. Seu trabalho em "O Discurso do Rei" é excepcional, Rush trouxe muito humor e simplicidade para seu personagem, com técnicas inusitadas e divertidas que tiram o rei do sério. Já Helena Bonham Carter, em minha opinião, é uma das atrizes mais versáteis dos últimos anos. A minha torcida na categoria de atores coadjuvantes do Oscar 2011 vai para Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


5 comentários on “Crítica - O Discurso do Rei (The King's Speech - 2010)

    1. Ah, esse filme é um dos mais gostosos que eu assiti. Faz uma biografia se tornar bem mais prazerosa de se ver ao mostrar uma monarquia em segundo plano, para dar lugar à gagueira do rei, misturando lições de auto-confiança e de uma preservação da própria imagem. Realmente, Geoffrey Rush, Colin Firth e Helena Bonham Carter merecem esse Oscar na minha opinião. Sou fã de Bonham Carter e suspeito para falar, mas ela está ótima no filme. Agora sobre melhor diretor, prefiro Hooper a Fincher, porém, melhor que ambos, só Aronofsky. E não posso esquecer da trilha de Desplat, magnífica em todos os aspectos.
      Abraços.

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    2. Ainda que um trabalho MUITO convencional, redondo e nada inovador - o filme é uma delícia de se ver. Ainda mais pelo bom roteiro de David Seidler e da maneira como Colin Firth (que por sinal está maravilhoso) conduz seu personagem. Geofrey Rush é seu contraponto perfeito, gosto muito das cenas de ambos. A direção de Tom Hooper é segura, aliado pela trilha sonora perfeita de Alexandre Desplat. Eu gostei do filme, só acho que não merece os Oscar de filme e direção - "Cisne Negro" ou mesmo "A Origem" que são, ao meu ver, merecedores disso. E eu gostaria de ver Helena Bonham Carter premiada por esse filme, mas por ser uma personagem contida, dificilmente isso ocorrerá. Abraços!

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    3. Colin Firth, como o rei George VI, dizendo palavras obscenas no meio da leitura do texto de seu discurso durante o ensaio vai, pra mim, entrar pra uma das cenas mais memoráveis de filmes.

      A atuação de Colin Firth dá uma nova perspectiva sobre a gagueira.

      O filme é bom, mas não a ponto de levar o Oscar.

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    4. Gosto muito de O Discurso do Rei, junto de Cisne Negro são os melhores entre os 10 indicados na categoria de melhor filme.

      Mas a minha torcida no Oscar vai para Cisne Negro, Darren Aronofsky e Natalie Portman. Sou #TeamBlackSwan

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    5. Para variar um excelente trabalho de Colin Firth.

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