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Crítica - Comer rezar amar (Eat Pray Love)


"Comer, rezar, amar" (Eat Pray Love) é baseado no best-seller de Elizabeth Gilbert. O filme foi dirigido por Ryan Murphy, criador do seriado norte-americano Glee, uma espécie de High School Musical com as participações de grandes nomes da indústria da música e do cinema. 

Ryan Murphy é um novato na área de direção cinematográfica, sua estreia foi com o drama nonsense "Running with Scissors", em 2006. O diretor está acostumado a trabalhar com grandes elencos, seu primeiro filme contou com a presença de Evan Rachel Wood, Annette Bening, Joseph Fiennes, Alec Baldwin e Gwyneth Paltrow. 

Após assistir "Comer, rezar, amar" é possível entender a razão que levou a crítica italiana à loucura quando o filme estreou no Festival de Cinema de Roma. O capítulo ambientado na Itália é repleto de clichês: italianos que não gostam de trabalhar e só querem aproveitar a vida, homens sedutores, a deliciosa culinária, pessoas que falam com as mãos, etc.

O filme é dividido em fases e narra as mudanças e desafios na vida de Elizabeth Gilbert. Comer=Itália, rezar=Índia e amar=Bali. No início do filme, você encontra uma Julia Roberts desanimada com o casamento e com o rumo que a sua vida tomou após o divórcio. Na minha opinião, Julia Roberts não tem química com nenhum de seus primeiros amores, ou seja, o  marido (Billy Curdup) e o namorado (James Franco). Seus relacionamentos não seduzem ou comovem o espectador. Somente no último capítulo, encontramos um pouquinho de química entre Julia Roberts e seu terceiro amor, interpretado por Javier Bardem, o galã do cinema espanhol.  

Javier Bardem interpreta Felipe, um brasileiro, divorciado, que vive uma vida tranqüila em Bali. Em um filme repleto de clichês, só faltava tocar a música Garota de Ipanema quando seu personagem apareceu pela primeira vez na tela. Mas o pior foi assistir um ator tão competente interpretando o bibelô da personagem de Julia Roberts. Javier Bardem tem uma expressão intensa e um talento para personagens complexos, mas em "Comer, rezar, amar", sua atuação foi fútil.

Julia Roberts é o centro das atenções e foi a atriz certa para viver a personagem, mas isso não valorizou sua carreira. O papel de Elizabeth é raso para uma atriz com a bagagem profissional de Julia Roberts. Certamente "Comer, rezar e amar" foi um presente para a atriz - ela viajou pelo mundo, ganhou um cachê alto, contracenou com atores bonitos e ainda enfraqueceu sua imagem de canastrona de Hollywood. Mas Julia Roberts decepcionou seus fãs novamente. Depois de sua participação em "Closer - Perto Demais", seus filmes foram medíocres e não atingem o nível de qualidade ou carisma que Julia Roberts costumava trazer para as telas do cinema.

 
O pico do filme foi o capítulo ambientado na Índia, onde o personagem de Richard Jenkins consegue arrancar uma expressão mais convincente de Julia Roberts e proporciona momentos de emoção. Em geral, "Comer, rezar e amar" é um filme simpático, com belas locações, uma trilha sonora agradável, um bom elenco, mas com uma direção simples e sem riscos. 



nanomag

Publicitária, cinéfila e blogueira nas horas vagas. Vivo em Curitiba, sou formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.


6 comentários on “Crítica - Comer rezar amar (Eat Pray Love)

    1. Por muitas vezes reclamam do por que os homens não gostam de filmes romanticos ... olha ai a prova ... queremos algo que temos conexão com personagens e podemos dizer ... já passei por algo assim e vice-versa. Porém não há de negar que o filme é um chick flick que tem seu publico alvo e consegue o que quer desse mesmo público.

      Abraços e beijos.

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    2. Obrigado pelo comentário querida!

      Não assisti o filme ainda, mas gostei da critica e vou dar uma conferida agora!

      Parabens pelo blog, muito bem feito e com carinho nota-se.

      Votos de sucesso!
      Matt Chelios
      http://criticacasual.blogspot.com/

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    3. Eat Pray Love é totalmente um chick flick, mas existem melhores. Ultimamente a Julia Roberts está fazendo só filmes ruins, depois de Erin Brockovich e Closer a sua carreira deu uma decaída.

      Valeu pela visita pessoal!

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    4. olha, eu já não gosto muito das histórinhas meio metidas a livro de auto-ajuda e agora com a crítica, to mais desanimada pra ver, mas achoq eu deve ser um bom passa-tempo. Quando chegar na locadora, vou pegar para uma bela tarde de domingo.

      Bjs

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    5. Muitas críticas que vejo dizem que o filme é "feminino" e eu discordo, o que se analisa não é uma mulher que esta infeliz com o casamento e sim uma pessoa que não se encontra na sua vida atual e resolve largar tudo para tentar encontrar seu próprio eu.

      Ótimo blog cara prometo passar por aqui sempre que der. abs.

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    6. Achei o filme medíocre.

      A fotografia é péssima (apesar dos locais), não gostei da trilha sonora e a história original é altamente prejudicada por uns cortes que a fazem perder muito da trama que Gilbert constrói ao longo do seu relato.

      Esperava algo melhor, pois o livro sim é interessante.

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